Suspeita de quadro infeccioso

Sônia Guajajara é internada em UTI e deixa Ministério

Ministra dos Povos Indígenas anuncia candidatura à reeleição e destaca avanços na demarcação de terras indígenas durante gestão.

Evandro Júnior / Imirante

Atualizada em 22/03/2026 às 15h53
Ministra dos Povos Indígenas foi hospitalizada após mal-estar, febre alta e dor abdominal
Ministra dos Povos Indígenas foi hospitalizada após mal-estar, febre alta e dor abdominal (Foto: Reprodução)

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (PSOL), de 59 anos, foi internada em uma UTI no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor-HCFMUSP) para investigação de um quadro infeccioso, após apresentar febre alta, dor abdominal e mal-estar. 

A ministra evolui de forma estável, permanece em observação e realiza exames sob supervisão do cardiologista Sérgio Timerman e do infectologista Rinaldo Focaccia Siciliano.

Recentemente, Sônia anunciou que deixará o cargo para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo, com previsão de saída em 30 de março, e será substituída interinamente por Eloy Terena. 

A ministra fez um balanço recente de sua gestão à frente do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), destacando conquistas e desafios dos últimos três anos. Ela afirmou que seu principal legado é a retomada da demarcação de terras indígenas, a retirada de invasores e, acima de tudo, colocar a pauta indígena no centro do debate público e das políticas governamentais.

Sônia também comentou sobre os obstáculos enfrentados, citando o impasse entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional: enquanto a maioria dos ministros do STF rejeitou o marco temporal, o Congresso aprovou legislação sobre o tema.

Elevar a pauta indígena ao primeiro escalão do Executivo

Criado em janeiro de 2023, no início do terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o MPI tem como objetivo elevar a pauta indígena ao primeiro escalão do Executivo, garantindo os direitos constitucionais de 1,7 milhão de pessoas de 305 etnias e assumindo a gestão de políticas de demarcação e proteção de povos isolados.

Durante seu mandato, a ministra comemorou a homologação de 20 terras indígenas, superando o total registrado na década anterior, que contabilizou 11 homologações.

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