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COLUNA
Rogério Moreira Lima
Engenheiro e professor da Uema, é embaixador da Abracopel, especialista da Abee Nacional e diretor da Abtelecom e da AMC.
Rogério Moreira Lima

O Infra-BR traça um retrato da infraestrutura brasileira

O Brasil não enfrenta apenas um desafio de infraestrutura, mas um desafio de planejamento

Rogério Moreira Lima

A engenharia brasileira vai muito além da construção civil. Está presente nas telecomunicações, na energia, na fabricação de eletrônicos, nos transportes, na exploração dos nossos recursos petrolíferos e em sistemas complexos que sustentam o funcionamento do país. Em tudo aquilo que transforma o meio ambiente para melhorar a vida em sociedade, a engenharia está presente. Onde há desenvolvimento, há engenharia.

Ainda assim, decisões sobre infraestrutura continuam sendo tomadas à margem do conhecimento técnico, ignorando diagnósticos, evidências e a própria engenharia.

É justamente diante da necessidade de substituir o improviso por planejamento técnico que se insere uma iniciativa recente de grande relevância do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia. No dia 16 de março de 2026, o Confea divulgou, em seu sítio eletrônico, o Infra-BR – Índice Confea de Infraestrutura do Brasil, uma plataforma pública concebida para avaliar, de forma sistematizada, as condições da infraestrutura nas 27 unidades da federação.

A análise é organizada em seis dimensões diretamente relacionadas à atuação da engenharia: energia e conectividade, mobilidade, água, bem-estar social e cidadania, meio ambiente e resiliência e saneamento básico, evidenciando o caráter integrado da infraestrutura.

O Infra-BR traça um retrato da infraestrutura brasileira. A partir de indicadores organizados, o índice permite identificar gargalos, desigualdades e prioridades, contribuindo para decisões mais qualificadas e orientadas por dados.

Diante desse contexto, torna-se evidente que a infraestrutura não pode ser tratada como resposta emergencial a demandas imediatas. Obras e projetos estruturantes exigem planejamento, continuidade e critérios técnicos bem definidos.

O Infra-BR reforça, portanto, um princípio essencial: o desenvolvimento não depende apenas de investir mais, mas de investir melhor. E investir melhor exige conhecimento técnico.

Em última análise, o Brasil não enfrenta apenas um desafio de infraestrutura, mas um desafio de planejamento. Superá-lo exige substituir o improviso pela engenharia na tomada de decisão.

Infraestrutura não se faz com improviso. Infraestrutura se faz com engenharia.


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