Paralisação parcial

Greve parcial deixa São Luís sem ônibus do sistema urbano nesta sexta-feira (13)

Quase todas as empresas do sistema semiurbano estão operando, informou o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão.

Imirante.com

Atualizada em 13/03/2026 às 07h36
Garagem de ônibus de São Luís. (Foto: Ádria Rodrigues/TV Mirante)
Garagem de ônibus de São Luís. (Foto: Ádria Rodrigues/TV Mirante)

SÃO LUÍS - Os ônibus do sistema urbano de São Luís não circulam nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (13), conforme havia sido anunciado pelo Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema). Estas empresas não pagaram os funcionários, segundo o presidente da entidade, Marcelo Brito, que acompanha a greve parcial de ônibus.

Maior parte da frota do sistema semiurbano roda nesta sexta

Quase todas as empresas do sistema semiurbano estão operando, informou também o presidente do Sttrema. Apenas coletivos do sistema semiurbano, que atendem linhas para bairros de São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar, saíram das garagens nas primeiras horas do dia. 

Ônibus semiurbanos estão nas ruas. (Foto: Juvênio Martins/TV Mirante)
Ônibus semiurbanos estão nas ruas. (Foto: Juvênio Martins/TV Mirante)



Mesmo em operação, esses ônibus não estão entrando no Terminal da Cohab, situação que já ocorreu em outros momentos de paralisação do transporte público na Grande São Luís.

No local, a catraca de entrada do terminal está interditada. Enquanto isso, passageiros aguardam uma alternativa na porta do terminal.

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Falta de pagamento causa greve de ônibus no sistema urbano

Diferente do cenário observado no semiurbano, a situação do sistema de transporte público urbano de São Luís permanece indefinida. Até o momento, não houve nenhum indicativo por parte das empresas sobre o pagamento dos trabalhadores das linhas urbanas, o que deve manter na paralisação dos coletivos da capital maranhense.

O Sindicato dos Rodoviários informou que a categoria está em alerta e destacou os seguintes pontos:

  • Acompanhamento rigoroso: O sindicato segue monitorando a situação para garantir que os direitos da categoria sejam respeitados.
  • Abertura ao diálogo: A entidade afirma que permanece aberta às negociações para evitar o agravamento da crise.
  • Cobrança ao SET: Os rodoviários cobram soluções imediatas do Sindicato das Empresas de Transportes (SET) que assegurem o cumprimento da decisão judicial.

 

Passageiros aguardam transporte na Cohab. (Foto: Juvênio Martins/TV Mirante)
Passageiros aguardam transporte na Cohab. (Foto: Juvênio Martins/TV Mirante)

Greve de ônibus agrava crise no transporte coletivo

A nova greve de ônibus ocorre em meio a uma série de problemas enfrentados pelo sistema de transporte coletivo de São Luís desde o início do ano. A população tem convivido com ameaças de paralisação, interrupções no serviço e redução de linhas.

De acordo com o sindicato, cerca de 4,5 mil a 5 mil trabalhadores atuam atualmente no sistema de transporte público da Grande São Luís.

Durante a entrevista, Marcelo Brito também afirmou que algumas empresas chegaram a descontar valores referentes aos dias de paralisação ocorridos anteriormente, mesmo após acordo firmado na Justiça do Trabalho.

“O que foi acordado no tribunal é que os dias parados seriam compensados com o trabalho de uma folga por mês. Algumas empresas fizeram desconto, mas isso já está sendo corrigido e os valores devem ser devolvidos”, afirmou.

Acordo mediado pelo Ministério Público

Em fevereiro, após uma paralisação no sistema, foi firmado um acordo mediado pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) para garantir a retomada da circulação dos coletivos na capital.

Entre os pontos definidos estava o pagamento integral dos salários atrasados dos trabalhadores do sistema urbano.

De acordo com a promotora de Justiça Lítia Cavalcante, o objetivo da negociação foi reduzir os impactos da paralisação para a população e para as atividades econômicas da cidade.

Ministério Público cobra medidas para o transporte público

Paralelamente às negociações, o Ministério Público do Maranhão ingressou com uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura de São Luís, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET), os consórcios responsáveis pela operação do sistema e as empresas de ônibus.

Na ação, o órgão solicita a adoção de medidas urgentes para regularizar o funcionamento do transporte coletivo na capital.

Entre as propostas apresentadas está o aumento do subsídio pago às empresas por passageiro transportado, que atualmente é de R$ 1,35 e poderia passar para R$ 2,15, como forma de garantir o equilíbrio financeiro do sistema e evitar novas interrupções no serviço.

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