Pedido de desculpas

Duarte lamenta confusão em sessão da CPMI que quebrou sigilo bancário de Lulinha

Vice-presidente da CPMI do INSS, Duarte lamentou troca de agressões e confusão entre deputados e senadores na manhã desta quinta-feira.

Ipolítica

Duarte Júnior comentou episódio de agressões na CPMI do INSS
Duarte Júnior comentou episódio de agressões na CPMI do INSS (Reprodução)

BRASÍLIA - O vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Duarte Júnior, lamentou o episódio que marcou o fim da sessão desta quinta-feira (26), após a quebra dos sigilos fiscal e bancário do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha".

Em entrevista coletiva logo após o encerramento dos trabalhos, Duarte pediu desculpas ao cidadão brasileiro pelo ocorrido. 

“Primeiro eu quero, em nome da CPMI, me desculpar com todo o povo brasileiro. Uma situação extremamente vergonhosa, vexatória. Aqui nós temos representantes que foram legitimamente eleitos, que não conseguem manter o equilíbrio diante a um resultado que eles não concordam. Não é porque eu não concordo, que eu tenho o direito de me levantar, de agredir, de pressionar. E aqui eu sublinho que nós temos ali parlamentares idosos, senadores idosos, nós temos o presidente, senador Carlos Viana, que recentemente se recuperou de um tratamento contra o câncer, um tratamento oncológico. É uma cena extremamente constrangedora, corpo sendo quebrado, troca de socos, troca de agressões”, disse. 

“O pior só não aconteceu porque tem sempre aquela turma do deixa disso, a polícia legislativa imediatamente interviu, mas até o momento a gente não consegue avançar nos trabalhos”, pontuou.

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Duarte comparou o episódio de hoje à sessão da CPI do Crime Organizado, que conseguiu aprovar deliberações delicadas, sem que houvesse qualquer tipo de confusão ou agressões. 

“A reflexão que eu trouxe é que na CPI do crime organizado, de forma organizada, eles conseguiram aprovar convocação do irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, convite para o Dias Toffoli, convite para o Alexandre Moraes, convite para a esposa do Alexandre Moraes, quebra do sigilo do Banco Master, convocação do Daniel Vorcaro. Conseguiram avançar nos trabalhos de forma unânime, ou seja, teve um acordo para votação. Aqui a gente percebe que tem membros da direita que querem proteger os erros absurdos da direita. Tem gente da esquerda que querem proteger os erros absurdos da esquerda. O povo brasileiro não aceita mais isso. As pessoas estão acompanhando o que está acontecendo”, enfatizou.

Duarte nega acordo para blindagem a Lulinha

Perguntado na entrevista se havia algum acordo de blindagem para o filho do presidente, Duarte negou. 

“Não houve nenhum acordo. Não é à toa que deu essa confusão. O item de quebra do sigilo do filho do presidente Lula está na pauta. Houve ali um primeiro debate para que essa votação fosse feita de forma global. Ou seja, uma única votação valendo para os 87 itens. Não teve um acordo quanto a isso, mas teve ali a vitória por parte da base governista para que a votação fosse global. No momento em que a votação foi global e que o governo percebeu que não teve voto para vencer a votação de blindagem desses requerimentos, aí que surgiu essa confusão, essa troca de agressões extremamente necessária”.

Ele afirmou que no âmbito da CPMI, não há qualquer possibilidade para que a base governista consiga reverter a derrota na votação, ou seja, evitar a quebra dos sigilo bancário e fiscal de Lulinha. 

“Foi aprovado, os requerimentos foram aprovados, requerimento de quebra de sigilo do filho do presidente Lula, requerimento de quebra de sigilo de agente do Banco Master e do próprio Banco Master, requerimento de convocação do assessor do senador Weverton Rocha, ou seja, todos os requerimentos que hoje estão na pauta foram aprovados por isso dessa confusão”, disse.

Duarte também comenta não ida de Edson Araújo a depoimento na CPMI

“Olha, é um absurdo. No caso do senador, ou melhor, do deputado estadual Edson Araújo, que tentou obstruir os trabalhos dessa CPMI, que ameaçou não só a mim, mas a minha família, que está com tornozeleira eletrônica, bens bloqueados, teve busca e apreensão na sua casa, encontraram quase um milhão de reais, o Supremo dá a ele a opção de não vir é um absurdo. Costumo dizer que a justiça tarda, mas não falha. Ele pode não vir aqui à CPMI, mas tenho certeza de que haverá o indiciamento e que ele vai pagar com todo rigor previsto em lei”, finalizou.

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