Eleições 2026

Presidente do PT no Maranhão defende unidade do campo lulista no estado para 2026

Presidente do partido no estado diz que decisão sobre chapa será conduzida por Lula e Brandão e afirma que diálogo com PSD esfriou

Ipolítica, com informações da TV Mirante

Atualizada em 09/02/2026 às 10h03
Patrícia Carlos, presidente do PT no Maranhão
Patrícia Carlos, presidente do PT no Maranhão (Reprodução/TV Mirante)

SÃO LUÍS – A presidente da Comissão Provisória do PT no Maranhão, Patrícia Carlos, negou que existam vetos definidos a nomes do campo governista para as eleições de 2026 no estado. Em entrevista à TV Mirante, ela afirmou que conversou com o presidente nacional do partido, Edinho Silva, e que não foi tratado diretamente de candidaturas, também reforçou que o foco das conversas foi a construção de unidade política em torno do presidente Lula.

A declaração ocorre após repercussão nos bastidores de que Edinho teria mencionado vetos no Maranhão, incluindo ao nome do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão.

“Eu não entendi nenhum tipo de veto, na verdade, não foi tratado exatamente de candidaturas”, afirmou Patrícia.

PT defende palanque unido para fortalecer Lula no estado

Segundo Patrícia Carlos, a linha apresentada pelo presidente nacional do partido foi a de que é necessário manter a unidade do campo de apoio ao presidente Lula no Maranhão, para ampliar a votação do petista no estado em 2026.

Ela destacou que, além do apoio à reeleição de Lula, o grupo busca eleger dois senadores aliados e ampliar bancadas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.

“A gente precisa manter a unidade do campo de apoio ao presidente Lula. Nós precisamos ampliar a votação do presidente Lula aqui no Maranhão”, declarou.

Decisão será entre Lula e Brandão

Questionada sobre a possibilidade de uma unidade política sem vetos, considerando divergências internas entre grupos ligados ao Palácio dos Leões e aliados do ex-governador Flávio Dino, Patrícia afirmou que a definição será conduzida diretamente pelo presidente Lula e pelo governador Carlos Brandão.

“Isso vai ser decidido entre o presidente Lula e o governador Brandão”, disse.

PT destaca participação no governo Brandão

Durante a entrevista, Patrícia Carlos também ressaltou que o PT participa ativamente do governo Carlos Brandão desde 2023, com atuação em áreas estratégicas.

Ela citou setores como geração de emprego e renda, educação profissional e tecnológica, promoção dos direitos humanos e representação institucional do governo em Brasília.

Para Patrícia, não há diferença no cenário político atual em relação ao de 2022, quando o grupo esteve unido eleitoralmente.

“Não consigo ver qual é a diferença de 2022 para 2026, então nós precisamos daquele mesmo palanque forte, unido e vitorioso”, afirmou.

Iracema Vale é citada como possível nome para majoritária

Patrícia também comentou sobre o convite feito pelo PT para a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), retornar ao partido. Segundo ela, a deputada tem histórico de ligação com o PT e capacidade política para ocupar espaço majoritário.

“Nós fizemos essa carta de apoio à Iracema considerando que a Iracema não é um corpo estranho ao PT”, disse.

Ela afirmou ainda que Iracema tem capilaridade e densidade política para disputar cargos relevantes em 2026.

Aliança com PSD esfria

A dirigente também comentou sobre tratativas nacionais entre PT e PSD, incluindo reunião de Edinho Silva com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide. Segundo Patrícia, a negociação perdeu força.

Na avaliação dela, o motivo seria o perfil político do prefeito, que tenta manter uma postura de neutralidade e evitar associação direta com Lula.

“A impressão que ele me passa é de que ele quer o lulismo sem o Lula”, afirmou.

Patrícia disse que, diante da polarização política esperada para 2026, o PT busca um palanque com identidade clara e alinhamento explícito ao presidente.

Ao final, a presidente do partido no estado reafirmou que o objetivo central é construir uma aliança ampla e coesa no Maranhão, com protagonismo do presidente Lula e do governador Carlos Brandão na condução das decisões.

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