Greve de ônibus aumenta custo diário para trabalhadora que sai da Vila Embratel para Cohama
Magnólia precisa pagar carro-lotação para sair de casa e chegar ao Anel Viário, onde tenta seguir de ônibus até o trabalho, na Cohama.
SÃO LUÍS - Neste oitavo dia de greve de ônibus em São Luís, a rotina da trabalhadora Magnólia começa com despesas que não faziam parte do dia a dia. Moradora da Vila Embratel, ela precisa pagar carro-lotação para sair de casa e chegar ao Anel Viário, onde tenta seguir de ônibus até o trabalho, na Cohama.
Para vencer o primeiro trecho do trajeto, Magnólia utiliza o carro-lotação, também chamado carrinho, pagando R$ 5 até o Anel Viário. Houve dias durante a greve de ônibus que ela precisou recorrer aos aplicativos de transporte, com um custo bem mais alto. “Quando não pego carrinho, pego Uber. Quarenta reais, quarenta e cinco”, relata.
Se os ônibus do sistema urbano tivessem voltado a circular, como era previsto para esta sexta-feira (6), haveria mais opções de deslocamento e menos impacto no orçamento mensal.
No Anel Viário, a espera por ônibus é longa e incerta, já que apenas os semiurbanos estão circulando. Assim como Magnólia, outros passageiros tentam combinar ônibus e transporte alternativo para não faltar ao trabalho, enquanto a greve segue sem definição.
Greve de ônibus deveria acabar, mas frota urbana está parada
Mesmo após a decisão que encerraria oficialmente a greve dos ônibus, os rodoviários do sistema urbano de São Luís não retomaram as atividades na manhã desta sexta-feira (6). Apenas os ônibus semiurbanos estão circulando, e ainda assim sem entrar nos terminais de integração.
A expectativa era de normalização do transporte público após o anúncio do fim da paralisação. Uma decisão anunciada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) determinou para os rodoviários do sistema urbano a aplicação do mesmo reajuste salarial concedido aos do semiurbano, ou seja, 5,5%. Com isso, a categoria passaria a ter aumento de R$ 151 no salário e pouco mais de R$ 40 no tíquete-alimentação.
Ônibus semiurbanos rodam, mas não entram nos terminais
Sem a entrada dos semiurbanos nos terminais, passageiros enfrentam dificuldades para fazer integração e vivem um clima de incerteza ao sair de casa, sem garantia de conseguir completar o trajeto até o destino final.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre o horário ou as condições para a retomada total do serviço no sistema urbano da capital maranhense.
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