SÃO LUÍS - O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou dissídio coletivo de greve contra o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (STTREMA) e o Sindicato das Empresas de Transporte (SET), pedindo que a Justiça do Trabalho determine um reajuste salarial de 6% para encerrar a paralisação do transporte público em São Luís.
A greve, iniciada em 30 de janeiro, paralisou 100% da frota urbana e semiurbana, serviço considerado essencial, e já causa graves prejuízos à população.
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O que há de novo no processo
O documento protocolado pelo MPT no TRT da 16ª Região traz elementos inéditos em relação às decisões anteriores:
Entrada formal do MPT no mérito do conflito, pedindo que a Justiça não apenas avalie a legalidade da greve, mas também decida sobre salários e benefícios.
Reajuste provisório de 6% nos salários e no vale-alimentação, como medida emergencial para encerrar a paralisação.
Reconhecimento oficial do descumprimento das decisões anteriores que determinavam a circulação mínima de 80% da frota.
Confirmação de acordo apenas no sistema semiurbano, enquanto o sistema urbano segue totalmente parado.
Crítica direta à ausência da Prefeitura de São Luís, apontada como responsável por não viabilizar os subsídios necessários e não gerir adequadamente o transporte.
Pedido de medidas mais duras, como multa diária de R$ 100 mil e possibilidade de uso de força policial para garantir a circulação dos ônibus.
Impasse financeiro e ausência da Prefeitura
Segundo o MPT, o impasse financeiro decorre da falta de repasse de subsídios municipais, o que inviabilizou acordo para o sistema urbano. Apenas o sistema semiurbano conseguiu avançar nas negociações.
O órgão também destacou que a Prefeitura de São Luís, como poder concedente, deveria ter papel ativo na solução, mas não tem participado efetivamente das negociações.
Escalada no conflito
O pedido do MPT marca uma escalada no conflito, já que vai além da determinação de circulação mínima da frota. Agora, a Justiça é chamada a decidir sobre reajuste salarial e benefícios, medida que pode encerrar a greve por decisão judicial.
Contexto da greve dos rodoviários em São Luís
Início da paralisação: 30 de janeiro de 2026
Frota afetada: 100% dos ônibus urbanos e semiurbanos
Decisão anterior do TRT: manutenção de 80% da frota em circulação
Situação atual: descumprimento da decisão e paralisação total do sistema urbano
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