
A ingratidão predominante
“Ingratidão é uma forma de fraqueza. Jamais conheci homem de valor que fosse ingrato”. William Shakespeare
Quem ainda não ouviu falar: “ingratidão tira a afeição”. Ou ainda, como nos dizia, Johann Wolfgang von Goethe (1749 - 1832) escritor, cientista e filósofo alemão: “Ingratidão é uma forma de fraqueza. Jamais conheci homem de valor que fosse ingrato”. William Shakespeare (1564-1616) dramaturgo e poeta, reconhecido como o maior dramaturgo de todos os tempos, dizia: “Ter um filho ingrato é mais doloroso do que a mordida de uma serpente”! Victor Hugo, ao tratar sobre ingratidão dizia:” Os infelizes são ingratos, isso faz parte da infelicidade deles”. Observa-se, que em todos esses pensadores admiráveis, demonstram que ingratidão é algo desprezível, ruim, abominável e próprio de pessoas sem brios, sem caráter, desalmados.
Para Flávio Gikovate, psiquiatra e psicoterapeuta, falecido em 2016, “a ingratidão é “filha” da inveja”. E diz ainda: o ingrato é acometido de um sentimento de humilhação, pois segundo ele, a pessoa que é ajudada se sentiria humilhada com o auxílio recebido de alguém e isso faria com que ele passasse a hostilizar àquele que o estendeu a mão. Segundo Gikovate, por isso ele (o ingrato) xinga, mente, divulga inverdades a teu respeito, calunia e até te agride a quem o ajudou.
Contrariamente, a gratidão, considerada um dos mais nobres sentimentos humanos, essa procede das profundezas da alma de cada um. Diz respeito ao estado de contemplação e de intimidade que as pessoas têm consigo mesmas e com os outros. Diz respeito a paz interior, a bem-aventurança. É dessa relação consigo, com os outros e com a natureza que brota a gratidão como virtude.
Gratidão é abrir o coração para retribuição. É exortar a importância do feito recebido, sem constranger-se. É reconhecer, enaltecer o valor e a virtude de quem o fez bem. É declarar que você está pronto para ser útil e poder retribui o que de bem lhe fizeram. São sentimentos de muita grandeza, e de muito desprendimento. É uma condição que nasce do respeito e do amor pelo outro. Provém da sua segurança, da conquista de si mesmo e da plenitude do ego. Enquanto que a Ingratidão seria o contrário de tudo isso, pois conduz essas pessoas, naturalmente, aos mais profundos sentimentos de desprestígio e repúdio pessoal e social.
Em Dicio (dicio.com.br), ingratidão é uma característica do ingrato, e esse é o não agradecido pelos favores recebidos. Os que não compensam o trabalho que lhes consagram, é o desagradável, o desgracioso. Os ingratos não reconhecem o bem que lhe foi oferecido nem a ajuda que lhe foi concedida, também não reconhecem o valor do que a ele foi feito ou oferecido por alguém, fazendo com que ele perca seu valor.
Portanto, se formos correlacionar a ingratidão com outros tantos sentimentos humanos desprezíveis, ela, além de destacar-se como um dos piores entre esses sentimentos, sobretudo por manifestar a incapacidade de se alcançar o outro, ela se imiscui, à inveja, à arrogância, à soberba, ao mau caratismo, ao insensível, ao orgulhoso, ao egoísmo, ao individualismo e a incapacidade de empatia, entre outras coisas. Condições, fundamentalmente, condenáveis pelo mau que fazem às outras pessoas em todos os sentidos.
Ser grato é demonstrar apreço, reconhecimento é dá valor a quem está do nosso lado que nos ajuda e que colabora para o nosso bem. A gratidão, é uma atitude que fortalece, enaltece e estreita ainda mais os laços nos relacionamentos humanos. Quando assistimos na sociedade, a cavalgada incontrolável do egoísmo, da insensatez, da petulância, do mau caratismo, da indiferença aos outros e à maldade que está jorrando entre os humanos, já se sabe que a ingratidão está a reboque, pois ela se alimenta de tudo isso.
Vejam, o que diz a Psicóloga, especialista em saúde mental e psicoterapeuta, Dirce Hage, ao falar sobre os ingratos: “Os ingratos são traidores na sua essência, sugam a sua energia boa, se alimentam das dores da alma do próximo e se atraem principalmente de pessoas bondosas e bem-intencionadas. São pessoas especialistas em produzir uma disfunção na autoestima do outro, causam frustrações recorrentes provocando um sofrimento psíquico em quem se relaciona com ele. O “muito obrigado!” é inexistente no seu vocabulário”.
Acrescenta, ainda a especialista: “Para muitos profissionais da área comportamental, traços da ingratidão já aparecem na tenra infância, especialmente na dinâmica familiar e contexto psicossocial em que ela esteja inserida. Alguns estudiosos defendem a ideia de que a ingratidão está relacionada à falta de amadurecimento emocional referente aos sentimentos não-nobres como: rivalidade, egoísmo, inveja, onipotência, soberba, desamor, entre outros”. E, segundo a a escritora Helena Gerenstadt "A gratidão surge na infância quando se tem carência de alguma coisa importante, e essa falta é preenchida inesperadamente por alguém".
Segundo a Profa. Dra. Yeda Oswaldo, doutora em Psicologia, Mestra em Educação, Psicóloga Positiva: “as pessoas ingratas são aquelas que apesar de fazermos tudo que podemos por elas, não dizem nem ao menos “obrigado”. São incapazes de reconhecer nosso empenho e as energias despendidas quando precisaram de nós”.
Diz ainda a Profa. “São várias as consequências negativas da ingratidão. Ela causa uma dor psicológica imensa. Nossa autoestima fica abalada, ficamos arrasados, como se não tivéssemos valor, como se não significássemos nada para aquela pessoa. Sentimo-nos usados e tolos; desapoiados e desrespeitados. E naturalmente perdemos a motivação para auxiliar ou apoiar a pessoa novamente”.
Para a Bíblia devemos ser sempre gratos a Deus. Nós não merecemos nada, mas Deus nos deu o que tinha de mais precioso: seu único filho. Deus nos dá muitas bênçãos e lembrar delas nos torna mais felizes e humildes. Temos muitas razões para agradecer a Deus! A Bíblia, em 2 Timóteo 3:2 diz: os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios.
Na modernidade, a gratidão tornou-se algo raro, talvez o materialismo dialético contundente, a possessividade, o carreirismo, o fisiologismo predominante e o utilitarismo, aspectos comuns vigentes nos dias atuais, vêm contribuindo, sobremaneira, para consolidar a ingratidão como um traço forte nas relações humanas, o que é profundamente lamentável.
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