POLÍTCA EXTERNA

Lula critica hegemonia do dólar e acusa EUA de incentivar guerra na Ucrânia

Durante visita à China, presidente brasileiro fez críticas contundentes contra o Tio Sam

José Linhares Jr, do Ipolítica

Lula levantou voz contra hegemonia norte-americana em visita
Lula levantou voz contra hegemonia norte-americana em visita (Marcelo Camargo / Agência Brasil)

BRASÍLIA - Nos últimos tempos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se posicionado de forma dura contra os EUA. Em uma de suas mais recentes declarações, o presidente criticou o dólar como moeda mundial e afirmou que os Estados Unidos incentivam a guerra na Ucrânia.

Em relação ao dólar como moeda mundial, Lula afirmou que "não é possível que um país, por mais poderoso que seja, possa ter a capacidade de imprimir dinheiro e, com isso, influenciar todo o mundo". Ele argumentou que a hegemonia do dólar como moeda internacional tem gerado desequilíbrios na economia global, e defendeu a criação de uma nova moeda mundial para substituí-lo.

Essa não é a primeira vez que Lula faz críticas ao dólar. Durante seu mandato anterior como presidente do Brasil, ele propôs a criação de uma nova moeda para a América Latina, que seria utilizada como forma de pagamento para transações comerciais entre os países da região. Essa proposta, no entanto, não teve grande apoio e acabou não sendo implementada.

Em relação às declarações sobre os Estados Unidos incentivarem a guerra na Ucrânia, Lula afirmou que o país norte-americano tem interesse em desestabilizar a região como forma de ampliar sua influência geopolítica na Europa. Ele também criticou a postura dos Estados Unidos em relação à Rússia, afirmando que a demonização do país é injusta e que é preciso buscar uma solução diplomática para o conflito na Ucrânia.

Essas declarações geraram reações de diferentes setores políticos. Alguns apoiaram a posição de Lula, afirmando que é importante questionar a hegemonia do dólar e buscar formas de tornar o sistema financeiro mais justo e equilibrado. Outros criticaram suas afirmações, afirmando que elas representam uma postura antiamericana e que não levam em conta a complexidade da situação na Ucrânia.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais Twitter, Instagram e TikTok e curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.