Cachaças maranhenses

Celebrar com uma dose de cachaça: para quem gosta de história e bebe o destilado

Cinco cachaças maranhenses são destaque entre os destilados nacionais que estão no livro “200 anos 200 cachaças”.

Publipost / Fiema

A cachaça, “o mais brasileiro dos prazeres
A cachaça, “o mais brasileiro dos prazeres", é hoje símbolo de brasilidade. (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS – A bebida da vez aqui é a cachaça. O livro “200 anos 200 cachaças” não é apenas sobre a bebida. É a história da cachaça nacional contada por meio de 200 rótulos, cinco deles maranhenses, com a sua linha do tempo, um manual de degustação e o fortalecimento do mercado da cachaça brasileira elaborada por quatro especialistas: Andréia Gerk, Milton Lima, Luiz Arkhan e Jairo Martins, que evidenciam a importância desta bebida genuinamente brasileira como um dos mais significativos representantes da nossa identidade, sua contribuição cultural, social e econômica ao longo da história do país. 

Reserva do Zito (do município de Passagem Franca), Jacobina (Balsas), Vale do Riachão (Sucupira do Riachão), Capotira (Vargem Grande) e Santo Ambrósio (São Luís) são os destaques da produção maranhense no livro “200 anos 200 cachaças – a evolução da cachaça, da Independência aos dias de hoje, contada em 200 rótulos” - que comemora o bicentenário da Independência do Brasil, publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).  

Cinco cachaças maranhenses são destaques entre os destilados nacionais do livro 200 anos 200 cachaças. (Foto: Divulgação)
Cinco cachaças maranhenses são destaques entre os destilados nacionais do livro 200 anos 200 cachaças. (Foto: Divulgação)

A publicação tem apoio da Secretaria Especial da Cultura (Secult), do Ministério do Turismo, do Projeto Setorial de Promoção às Exportações de Cachaça – Cachaça: Taste The New, Taste Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) em parceria com Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Sebrae e a Boom! Comunicação.  

Considerada como o destilado mais antigo das Américas, a cachaça foi se mesclando aos hábitos dos brasileiros, com a cultura e a culinária, e ocupa hoje o segundo lugar na preferência de consumo de bebidas da população. Bebida extremamente popular é produzida em quase todos os estados da Federação e pode ser encontrada desde os bares mais humildes das cidades até em estabelecimentos comerciais sofisticados, como as cachaçarias especializadas na degustação e venda do produto com sabor tradicional brasileiro. 

A Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), por meio do Projeto Cachaça Artesanal e Tiquira do Maranhão (CARTIMA), uma iniciativa do Sindibebidas, Sebrae, SENAI e FIEMA, responsável pela coordenação do projeto, tem desenvolvido ações de fortalecimento das empresas que atuam no setor, levando profissionalização, consultorias e divulgação das produções e tem atuado pela regularização dos alambiques, adequando a produção aos regulamentos do Ministério da Agricultura e construindo marcas de maior valor agregado a partir das diferenciações territoriais. 

“Acreditamos que a cachaça representa muito da nossa história e cultura e por isso ela deve ser tratada como um patrimônio nacional. Esse livro demonstra que é possível falar sobre história e identidade de um povo ao tratarmos a cachaça como um ingrediente próprio da gastronomia para o brasileiro. E todas as nossas ações se concentram em elevar a qualidade do nosso produto maranhense e estimular a economia por meio do fortalecimento dessas cadeias produtivas”, afirma o superintendente interino da FIEMA, Marcos Chaves. 

Dessa forma, o destilado maranhense por excelência ganha notoriedade, respeito e reputação, para atingir a sua aspiração de estar e ser reconhecido entre os principais produzidos no Brasil, segundo a coordenadora do Projeto CARTIMA, Oísina Piorski. “Obras como essa nos ajudam a resgatar e valorizar a cultura, história, aromas e sabores do destilado brasileiro, além de colocar em pauta questões que merecem ser debatidas”, afirma. 

Um exemplo disso são as marcas maranhenses que participam dos maiores concursos de bebidas destiladas nacionais e internacionais. Entre as que estão no livro, três são marcas premiadas. Capotira e a Jacobina foram destaque na 28ª Expocachaça realizada em Belo Horizonte (MG).   

A Cachaça Reserva do Zito, existe há 70 anos e ganhou impulso ao participar do CARTIMA. A versão Prata foi premiada em 2019 com a medalha de ouro no concurso Spirits Selection by Concours Mondial, de Bruxelas. O projeto CARTIMA contribui para fortalecer os destilados do Maranhão, que além de cachaça tem marcas de tiquira e gin. “A iniciativa melhora as práticas de produção, discute questões tributárias para o segmento e gera fortalecimento sindical”, avaliou o presidente do Sindibebidas, Jorge Fortes, proprietário da Cachaça Capotira. 

O presidente da FIEMA, Edilson Baldez, exaltou a produção maranhense e reforçou o apoio à campanha. “A alta qualidade da produção dessas bebidas merece ter o reconhecimento não só do nosso estado, mas do mundo. A FIEMA está de braços abertos para dar suporte a este empreendimento que demonstra o grande potencial que a nossa terra possui para se desenvolver em todos os sentidos”, declarou. 

A cachaça, “o mais brasileiro dos prazeres”, é hoje símbolo de brasilidade, tendo se instalado no coração da vida social dos brasileiros, em especial, dos maranhenses. Celebrar com uma dose de cachaça, um copo de caipirinha ou uma taça de batida de fruta, transformou-se em uma cerimônia de amizade, um ritual de afeto e uma comemoração da vida, de forma transversal, em todo o território nacional. 

Um brinde aos brasileiros, pelos 200 anos da sua Independência, uma conquista coletiva! 

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