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Espaço no primeiro escalão e comando da AL são pontos de divergência de Brandão e Dino

Aliados dos socialistas tentam organizar o tabuleiro político para que a divergência não avance mais ainda.

Ipolítica

Atualizada em 02/05/2023 às 23h37
Espaço no secretariado e comando da Assembleia são pontos de divergência de Dino e Brandão
Espaço no secretariado e comando da Assembleia são pontos de divergência de Dino e Brandão (Divulgação)

A disputa pela comando da Assembleia Legislativa trouxe um cenário que poucos observadores da cena política do Maranhão poderiam considerar que ocorreria de forma tão rápida: uma rota de colisão do governador reeleito, Carlos Brandão (PSB), com o senador eleito Flávio Dino (PSB).

Mas a eleição da mesa diretora da Assembleia não é a única causadora do enfrentamento entre os socialistas. 

Os espaços no governo a partir de 2023 também tem deixado o clima pouco amistoso. Dino quer manter os três nichos: Educação, Cidades e Agricultura Familiar. Brandão dificulta a manutenção dos aliados do senador eleito nestas secretarias.

Aliados governistas sabem que a pressão pelo comando da Assembleia estar acontecendo como consequência das dificuldades de ficar com os cargos no primeiro escalão do governador.

A expectativa dos governistas é que um acordo seja feito: as secretarias sejam garantidas e um outro nome (uma terceira via) seja apresentado para a presidência da Assembleia.

Resta saber se Carlos Brandão vai aceitar esta pressão e ceder para voltar a ter uma relação amistosa com Flávio Dino.

Sem encontro

Chamou atenção que o governador Carlos Brandão não esteve presente na recepção que foi feita para Flávio Dino no retorno do senador eleito a São Luís após anúncio de seu nome para o Ministério da Justiça.

Uma reunião foi macada no Palácio dos Leões e não se concretizou também.

Mas enquanto a conversa entre Brandão e Dino não acontece, os aliados próximos tentam ajudar para que o clima esfrie um pouco.

Isolado

Situação política também ruim para o prefeito Eduardo Braide (PSD). Os seus aliados têm a cada dia a certeza de que ele vai ter que se virar sozinho nas eleições de 2024.

Os deputados Aluizio Mendes (PSC) e Edilázio Júnior (PSD) não querem o prefeito por perto. O senador Roberto Rocha (PTB) ainda reclama da falta de compromisso de Braide nas eleições deste ano.

Os vereadores prometem não dar trégua para o prefeito devido a falta de diálogo.


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