SERIA PIOR

Mourão descarta intervenção militar e diz que Lula “tem que governar”

Mesmo contando com o fracasso da gestão Lula, senador eleito acredita que efeitos de uma intervenção militar seriam piores

José Linhares Jr, com informações da Gazeta do Sul

- Atualizada em 04/12/2022 às 15h28
Senador eleito acredita que novo governo será um desastre, mas que resultado das eleições não pode ser alterado
Senador eleito acredita que novo governo será um desastre, mas que resultado das eleições não pode ser alterado (Reprodução)

PORTO ALEGRE - Em entrevista ao jornalista Pedro Garcia, da Gazeta do Sul, o senador eleito Hamilton Mourão (Republicanos) descartou a possibilidade de intervenção militar no país. Atual vice-presidente, Mourão considera as manifestações de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) em frente a unidades militares legítimas. Contudo, ele teme pelas consequências de uma intervenção militar. "Os efeitos seriam terríveis”, disse. 

“Está chegada a hora de as pessoas compreenderem que ele foi eleito e que agora tem que governar”, disse. 

Mesmo afirmando que Lula deve assumir, o senador é cético em relação ao futuro governo. “Pelas primeiras medidas que estão sendo anunciadas e tomadas, vai ser mais um desastre para o nosso país, lamentavelmente”, disse.

Mourão ainda afirmou que os protestos de hoje deveriam ter acontecido antes. Mais especificamente quando as condenações de Lula foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em abril do ano passado.

“A partir do momento em que aceitamos participar do jogo com esse jogador, que não poderia participar, tudo poderia acontecer, inclusive ele vencer, conforme venceu”, 

Para Mourão, Bolsonaro sai fortalecido da eleição. “58 milhões de votos não é pouca coisa e ele tem plenas condições de se articular com uma Câmara e um Senado onde tem uma base muito consistente e eleita em cima das ideias dele. Então, ele tem condições ao longo desse período de liderar esse grupo, apresentar-se como uma oposição responsável, diferente da oposição que o Partido dos Trabalhadores faz, que sempre é irresponsável”, pontuou.

A íntegra da entrevista pode ser acessada AQUI

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