Análise

Governo precisa organizar base aliada para não perder de novo eleição em São Luís

Desde o fim do primeiro turno das eleições de 2022 no Maranhão que estão brotando candidaturas governistas para a Prefeitura de São Luís em 2024.

Carla Lima/Ipolítica

Duarte Júnior parece ser o adversário a ser combatido pelos seus próprios aliados
Duarte Júnior parece ser o adversário a ser combatido pelos seus próprios aliados (Duarte Júnior)

SÃO LUÍS - A derrota nas urnas em 2020 em vários municípios maranhense e, principalmente, em São Luís parece não ter sido suficiente para parte de governistas. Terminada a eleição no Maranhão, deputados eleitos começaram a especular sobre a disputa eleitoral de  2024. E especulando da pior forma possível: brotando candidatos a prefeito de São Luís por todos os lados.

Mas apesar de muitos nomes entre eles Carlos Lula (PSB), Márcio Jerry (PCdoB), Paulo Victor (PCdoB) e Duarte Júnior (PSB) surgirem, o discurso é o de que é necessária uma candidatura única.

“Um nome que seja consenso em todo grupo”, dizem os pretensos postulantes a prefeito.

O discurso do consenso no grupo nada mais é do que uma estratégia de tentar enfraquecer a possível candidatura de um dos governistas. No caso, a de Duarte Júnior. Ele não é muito “amado” por muitos aliados de Carlos Brandão (PSB) e Flávio Dino (PSB).

E tudo porque, em 2020, baseado em pesquisas e com aval de Dino e apoio de Brandão, Duarte Júnior enfrentou os seus aliados e se lançou candidato a prefeito derrotando nomes como Rubens Júnior (PT) e Neto Evangelista (União), este na época um governista.

O fato de ter acabado de chegar na política e “empurrar” vários colegas para “sentar a janela” irritou muitos dos aliados ao ponto de, no segundo turno, ter rompimento da base dinista.

E, por isso, os mesmo aliados de antes já trabalham para tentar barrar o socialista para 2024 antes que a candidatura dele (considerada como natural porque ele que foi para o segundo turno concorrer com Eduardo Braide) ganhe corpo.

Mas isto não acontecerá somente lançando nomes e mais nomes para a disputa. A situação é mais complexa porque passa por acordos partidários costurados em 2022 até por direções nacionais de siglas da base de Brandão.

 O fato é que o governador para não perder de novo em São Luís precisará comandar todo o processo dentro do seu grupo. Ele sabe que o adversário a ser combatido (no caso Braide) não tem um grupo forte. Os que ainda estão com o prefeito são os mesmos derrotados nas urnas nas eleições deste ano.

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