Contrabando

Polícia Federal investiga contrabando de cigarros que chegavam por portos clandestinos do MA e apreende R$ 45 mil

A investigação começou após prisões de suspeitos e apreensão de cigarros estrangeiros na região do Itapera, em São Luís.

Imirante, com informações da Polícia Federal

- Atualizada em 26/10/2022 às 08h17
Polícia Federal apreendeu R$ 45 mil em espécie. Foto: Divulgação/Polícia Federal.
Polícia Federal apreendeu R$ 45 mil em espécie. Foto: Divulgação/Polícia Federal.

SÃO LUÍS - Na manhã desta quarta-feira (26), a Polícia Federal cumpre 12 mandados de busca e apreensão contra grupo especializado no contrabando de cigarros. A assessoria da instituição informou que foram apreendidos R$ 45 mil em espécie nesta operação chamada Manguda. 

A investigação foi iniciada em 2020, após a prisão em flagrante de quatro pessoas e a apreensão de aproximadamente 3.300 caixas de cigarros de origem estrangeira, na região do Itapera, na zona rural de São Luís. 

Com o aprofundamento das investigações, foi descoberto que um grupo estabelecido no Estado do Pará estaria utilizando portos clandestinos localizados na costa maranhense para descarregar cigarros estrangeiros vindo do Suriname. 

Além dos mandados de busca, a Justiça Federal determinou o bloqueio de ativos financeiros, até o limite de R$ 8.250.000, de um dos investigados e de uma empresa, supostamente utilizada para lavar dinheiro do grupo. 

Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Belém (PA), Abaetetuba (PA), Acará (PA), Garanhuns (PE) e Arapiraca (AL). Ao todo, 45 policiais federais trabalham nesta operação. 

Caso condenados, os investigados poderão responder pelos crimes de contrabando e associação criminosa, cuja pena somada pode chegar a 13 anos de reclusão. 

Policiais saíram hoje para cumprir 12 mandados de busca e apreensão. Foto: Divulgação/Polícia Federal.
Policiais saíram hoje para cumprir 12 mandados de busca e apreensão. Foto: Divulgação/Polícia Federal.

Originada do imaginário popular ludovicense, Manguda era uma espécie de entidade fantasmagórica que assombrava a região portuária de São Luís, onde hoje é a Praça Gonçalves Dias. A assombração era uma figura branca com uma luz que saía de seu corpo e cabeça. No entanto, essa lenda foi desmentida quando os populares da época descobriram que as aparições eram, na verdade, contrabandistas fantasiados com lençóis, que utilizavam do disfarce com o objetivo de assustar e afastar os curiosos enquanto realizavam suas ações criminosas.

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