INVESTIMENTOS

Mais de R$ 500 milhões serão investidos no Porto do Itaqui

Porto maranhense terá três novos terminais para movimentação de diesel, gasolina e biocombustíveis.

Petróleo Hoje

- Atualizada em 26/09/2022 às 10h44
Diretor de Granéis Líquidos da Santos Brasil, Carlos Quinteiro, diz que Itaqui é um corredor estratégico
Diretor de Granéis Líquidos da Santos Brasil, Carlos Quinteiro, diz que Itaqui é um corredor estratégico (Divulgação)

SÃO LUÍS - A Santos Brasil está prestes a estrear no segmento de granéis líquidos. Após receber autorização da ANP para operar um dos três terminais arrematados em abril de 2021,   em leilão realizado pelo governo federal, a companhia se prepara para iniciar as obras de ampliação de duas áreas brownfield (TGL 1 e TGL 3), no Porto do Itaqui, entre o final do ano e o início do próximo, enquanto aguarda o sinal verde para inaugurar a construção de um novo terminal (TGL 2) no primeiro trimestre de 2023.

No TGL 1 e TGL 3, a Santos Brasil vai dobrar a capacidade nominal com a construção de tancagem adicional. No primeiro, a capacidade nominal vai passar de 34 mil m³ para 66 mil m³, enquanto no segundo a capacidade saltará de 20 mil m³ para 50 mil m³. Já no TGL 2, cujo início de operação está previsto até 2026, a capacidade nominal será de 85 mil m³, distribuídos em 12 tanques. Os terminais são destinados ao recebimento, expedição e armazenagem de combustíveis (diesel, gasolina e biocombustíveis).

“Entendemos que era preciso diversificar para crescer. A oportunidade era muito boa. Com calados que alcançam até 19 metros de profundidade e interligação com ferrovias competitivas, Itaqui é um corredor estratégico por onde vamos atender o agronegócio no Centro-Oeste”, afirmou Carlos Quinteiro, diretor de Granéis Líquidos da Santos Brasil. Segundo o executivo, a primeira iniciativa da empresa foi montar uma equipe com experiência no mercado de movimentação de combustíveis.

Nas próximas semanas, a Santos Brasil pretende iniciar a operação do TGL 3. Paralelo a isso, ANP deve conceder a autorização para a empresa operar o TGL 1. Já o início da construção do TGL 2, por sua vez, depende de uma licença de instalação da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais, do estado do Maranhão. “Por ser a ANP muito engajada em desenvolver infraestrutura para dar competitividade aos combustíveis, a autorização é muito rápida. A licença ambiental é, no entanto, mais demorada”, avalia.

Indagado sobre a Resolução ANP 881/2022, que prevê a garantia de livre acesso de terceiros aos terminais aquaviários para movimentação de petróleo e derivados, o executivo revelou que é unânime o anseio dos agentes do setor em postergar a entrada em vigor da medida, prevista para 1º de outubro. “A questão do livre acesso é mais crítica para os operadores integrados. Mas também não é boa para os terminais independentes, como nós”, pontuou.

Santos Brasil

Responsável por 16% de toda a movimentação de contêineres e cargas do país, a Santos Brasil opera o Tecon Santos, o maior terminal de contêineres da América Latina. Atualmente, a empresa possui mais de 9 mil clientes e cerca de 3.500 funcionários.

Em 2021, a empresa desembolsou R$ 157,3 milhões por outorgas válidas por 20 anos, com possibilidade de prorrogações sucessivas até o limite de 70 anos, para arrendar três terminais destinados à movimentação de granéis líquidos no Porto de Itaqui.

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