PODER DE COMPRA

Custo da cesta básica compromete 58,54% do salário mínimo

Trabalhador precisou de uma jornada de 119 horas e 8 minutos para adquirir os produtos da cesta básica.

Imirante.com

Segundo o Dieese, conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 16 das 17 capitais pesquisadas
Segundo o Dieese, conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 16 das 17 capitais pesquisadas (Divulgação)

BRASIL - Em agosto, o trabalhador que ganha um salário mínimo (já com o desconto da Previdência) destinou 58,54% desse rendimento somente para atender sua necessidade de adquirir produtos alimentícios básicos, de acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Os dados mostram ainda que, nesse período, o tempo médio necessário para o trabalhador adquirir os produtos da cesta básica foi de 119 horas e 8 minutos, menor do que o registrado em julho, de 120 horas e 37 minutos. Em agosto de 2021, a jornada necessária era de 113 horas e 49 minutos. 

Uma boa notícia é que em agosto o valor do conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 16 das 17 capitais onde o Dieese realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Entre julho e agosto, as reduções mais expressivas ocorreram em Recife (-3,00%), Fortaleza (-2,26%), Belo Horizonte (-2,13%) e Brasília (-2,08%). 

Entre os produtos que se destacaram na queda de preço estão a batata, que teve reduções expressivas em Porto Alegre (-18,65%) e Belo Horizonte (-15,18%). Já o preço do óleo de soja baixou em todas as cidades que fazem parte da pesquisa. As quedas oscilaram entre -11,62%, em Brasília, e -2,07%, em Recife. 

O valor do quilo do feijão carioquinha também diminuiu em quase todas as cidades onde o item é pesquisado (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e em São Paulo), com taxas que variaram entre -6,68%, em São Paulo, e -1,25%, em Natal. A única alta ocorreu em Recife (3,23%). Em 12 meses, todas as capitais registraram elevações, com destaque para Goiânia (34,28%), Salvador (33,31%) e Recife (29,25%). 

Tomate 

O levantamento do Dieese apontou queda no valor médio do quilo do tomate em 15 das 17 capitais. As reduções variaram entre -22,14%, em Natal e Fortaleza, e -3,69%, em São Paulo. As elevações foram registradas em Vitória (9,72%) e Porto Alegre (2,56%). Em 12 meses, os preços caíram em 10 cidades, com destaque para o percentual de Brasília (-17,83%). Já nas outras sete capitais, os preços do fruto acumularam alta. A maior taxa foi a de Recife (72,07%).

Por outro lado, o valor do quilo do café em pó também diminuiu em 15 das 17 capitais. As quedas mais expressivas foram registradas em Belo Horizonte (-5,09%), Brasília (-3,80%) e Salvador (-3,71%). Em João Pessoa, o preço não variou e em Fortaleza, houve alta de 0,58%. Em 12 meses, os aumentos mais expressivos no café ocorreram em Recife (85,61%) e em São Paulo (62,49%). 

Já o preço do quilo do pão francês subiu em 14 cidades. As maiores elevações ocorreram em Belém (5,41%), Belo Horizonte (2,27%) e Campo Grande (1,96%). Em Recife, o valor não variou e em João Pessoa (-0,65%) e Porto Alegre (-0,24%), houve recuo.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais Twitter, Instagram e TikTok e curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.