Operação Maquineta

Polícia Federal combate fraudes no auxílio emergencial e cumpre mandados em São Luís

Grupo criminoso fraudou mais de 80 benefícios, por meio de 118 transações que ultrapassam R$ 50 mil.

Imirante, com informações da Polícia Federal

O benefício foi criado para auxiliar a população com dificuldades financeiras em razão da pandemia.
O benefício foi criado para auxiliar a população com dificuldades financeiras em razão da pandemia. (Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

SÃO LUÍS - A Polícia Federal deflagrou, nesta terça (30), a operação Maquineta, dando continuidade ao combate às fraudes ao auxílio emergencial. Em São Luís, policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens e valores. 

Segundo a PF, foi possível verificar que um grupo criminoso fraudou 84 benefícios do auxílio emergencial, por meio de 118 transações num valor global de R$ 50.400, somente no período de 02/06/2020 a 12/06/2020 (dez dias).  O benefício foi criado pela Lei nº 13.982/2020 para auxiliar a população com dificuldades financeiras em razão da pandemia da Covid-19. 

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A investigação é um trabalho conjunto da Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério da Cidadania, Caixa, Receita Federal, Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União; com o objetivo de racionalizar e otimizar o tratamento contra as fraudes ao Auxílio Emergencial, com foco na apuração do envolvimento de organizações criminosas que tenham sido identificadas fraudando uma quantidade significativa de benefícios. 

A partir de representação policial judicialmente deferida pelo 1ª Vara Federal, 16 policiais federais cumpriram os mandados hoje.

O grupo criminoso é investigado pelos crimes de furto qualificado mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa, cujas penas máximas somadas podem chegar a 26 anos de reclusão e multa, em caso de condenação.

A operação foi batizada Maquineta em alusão à máquina de cartão vinculada ao estabelecimento comercial fictício investigado, a qual foi utilizada para simular transações comerciais com o referido estabelecimento e funcionou como principal ferramenta do grupo criminoso para desviar os recursos do auxílio emergencial subtraídos das contas das vítimas. 

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