Operação Odacro

Defesa cita "apressadas conclusões" da PF ao comentar soltura de Eduardo DP

Empresário alvo de ação teve prisão revogada pela Justiça Federal neste sábado (23).

Gilberto Léda/ipolítica

- Atualizada em 24/07/2022 às 08h35

SÃO LUÍS - A defesa do empresário Eduardo José Barros Costa, o Eduardo DP, principal alvo da Polícia Federal a Operação Odacro - que investiga fraudes em licitações e desvio de recursos públicos que seriam destinados a obras no Maranhão, via Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) - comentou, por meio de nota, a revogação da sua prisão, ocorrida na noite deste sábado (23).

Segundo os advogados, agora livre, "DP" terá a oportunidade de “esclarecer, oral e documentalmente,  as apressadas conclusões” dos federais que culminaram com sua prisão.

“Como afirmado em nota anterior, a prisão foi determinada apenas com base na visão unilateral do Ministério público e da Polícia, sem que o investigado tivesse sequer a oportunidade de esclarecer, oral e documentalmente, as apressadas conclusões que redundaram na formulação do pedido de prisão, agora revogado”", diz o comunicado, que completa:

“Sigamos agora na forma do devido processo legal, sempre invocando o direito que a ele assiste, assim como a todo cidadão brasileiro, de ter presumida sua inocência até que sobrevenha sentença penal condenatória com trânsito em julgado”.

Nota emitida pela defesa de Eduardo DP
Nota emitida pela defesa de Eduardo DP

Eduardo DP foi posto em liberdade por decisão do juiz federal Luís Régis Bonfim Filho, substituto da 1ª Vara Federal Criminal do Maranhão.

Ele havia sido preso temporariamente na quarta-feira (20), quando da deflagração da operação da PF. Segundo as investigações, “DP"seria sócio oculto de empresas investigadas num esquema de fraudes licitatórias perpetrado na Codevasf.

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