Caso Genivaldo

Dino critica professores que ensinam "técnicas de tortura" a concursandos

Professores que viralizaram nos últimos dias ensinando alunos a improvisar “câmaras de gás".

Gilberto Léda/ipolítica

- Atualizada em 30/05/2022 às 07h37
Ronaldo Bandeira é policial rodoviário federal e leciona em curso preparatório
Ronaldo Bandeira é policial rodoviário federal e leciona em curso preparatório (Reprodução/YouTube)

SÃO LUÍS - O ex-governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), comentou nas redes sociais os casos de professores que viralizaram nos últimos dias ensinando alunos a improvisar “câmaras de gás" prendendo suspeitos em viaturas com gás lacrimogêneo.

As “aulas” ganharam repercussão após a morte de Genivaldo Santos por asfixia no porta-malas de um camburão dentro do qual foi lançada uma bomba de gás por policiais rodoviários federais de Sergipe, na semana passada.

“Esses sujeitos que estão em salas de aula ensinando técnicas de tortura e fazendo apologia de crimes não são professores. São CRIMINOSOS. Ministério Público deve pedir imediata suspensão de tais “aulas”. E os que forem servidores públicos devem ser demitidos”, declarou.

Num dos casos, o trecho de uma aula de um professor de curso preparatório para a Polícia Rodoviária Federal (PRF) identificado como Ronaldo Bandeira, que é policial rodoviário federal e leciona em curso preparatório, mostra-o descrevendo uma situação em que o suspeito, já no porta-malas, tentava chutar o vidro para sair.

“O que o policial faz? Abre um pouquinho, pega o spray de pimenta e taca. Foda-se, é bom pra caralho, a pessoa fica mansinha”, orientou, enquanto ria do episódio para uma plateia que também gargalhava. “Daqui a pouco escuto ‘vou morrer’, ‘vou morrer’. Aí fiquei com pena, vou abrir. Tortura”, completou aos risos.

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