DIA DA INDÚSTRIA

Setor industrial maranhense responde por mais de 17% do PIB estadual

Sistema Fiema celebra a data com ações marcantes, entre as quais a 4ª edição da Expo Indústria Maranhão.

Imirante.com

Presidente da Fiema, Edilson Baldez, destaca a importância da indústria para a economia maranhense
Presidente da Fiema, Edilson Baldez, destaca a importância da indústria para a economia maranhense (Divulgação)

SÃO LUÍS – O setor industrial maranhense reúne mais de 8 mil empresas, que respondem pela geração de R$ 14,6 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) do estado (17,3% do PIB total) e empregam 88.512 pessoas. Esses números, que retratam a força e a importância da indústria para a economia do Maranhão, são motivo de comemoração, especialmente nesta quarta-feira, 25, em que se celebra o Dia da Indústria. 

Uma comemoração que será estendida com a realização a partir desta quinta-feira, 26, com a abertura da 4ª edição da Expo Indústria Maranhão, realizada pelo Sistema Fiema (Fiema, Sesi, Senai e IEL) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), até o próximo domingo, 29, no Multicenter Negócios e Eventos (Cohafuma).

A feira mobiliza toda a classe industrial do estado e outros setores fundamentais da economia maranhense. São aguardados, para visitar o espaço, mais de 25 mil pessoas. A expectativa é gerar R$ 280 milhões em negócios locais e internacionais.

Com o tema Indústria Sustentável, a Expo Indústria Maranhão 2022 desafia o setor para uma adaptação capaz de modificar práticas efetivas na produção econômica do estado. Segundo o presidente da Fiema, Edilson Baldez, a feira é uma vitrine para os negócios maranhense. “Estamos em busca de uma nova cultura, um modo de produzir capaz de priorizar o crescimento equilibrado. Geralmente, a indústria é vista como um vilão do meio ambiente, mas ressaltamos nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável. A vitrine de nossa feira produz tanto oportunidades econômicas quanto convida os empresários a renovar a indústria, tornando-a cada vez mais sustentável”, explica Edilson Baldez. 

Ação

Ainda em comemoração ao Dia da Indústria, a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) realiza o plantio de mudas de árvores nativas no Parque Ecológico do Itapiracó, na manhã desta quarta-feira, (25). O plantio é um ato simbólico que marca a véspera da Expo Indústria Maranhão 2022, representando a compensação do carbono, um investimento para minimizar os impactos ambientais causados pelo evento, que ocorre de 26 a 29 de maio, no Multicenter Negócios e Eventos. 

O plantio é uma iniciativa da parceria entre a Fiema, a Alumar, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) e Prefeitura de São Luís. “Neste Dia da Indústria, essa é a nossa prática sustentável para neutralizarmos o carbono emitido durante as nossas atividades na Expo Indústria Maranhão. O importante é que sabemos que essa compensação vai gerar benefícios ambientais na mesma proporção dessa emissão de carbono e nós precisamos olhar para essa questão com esse comprometimento e incentivar as empresas a assumirem as suas responsabilidades ambientais e reduzir seus impactos no meio ambiente”, diz o presidente da Fiema, Edilson Baldez. 

Os gases de efeito estufa podem ser compensados com o plantio de árvores. Essa compensação de CO² pode ser realizada por meio da restauração de florestas nativas ou a implantação de florestas comerciais. O Brasil, neste contexto, possui papel de grande importância, pois é o país considerado com a maior biodiversidade do planeta, concentrando mais de 20% das riquezas naturais mundiais da fauna e da flora. A realização de um evento, por exemplo, é capaz de lançar algumas toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, mesmo não sendo um processo industrial. A técnica de plantio de árvores também é o método mais acessível para pessoas físicas que desejam neutralizar suas emissões diárias de CO². 

Indústrias em números 

A indústria é o segundo setor mais produtivo no estado, sendo o ramo de comércio e serviço o primeiro e a agropecuária o terceiro. Conforme Edilson Baldez, o momento é de aceleração e busca por desenvolvimento seguro e sustentável. “Estamos buscando com a Expo Indústria uma retomada da aceleração, sob a égide de um crescimento que minimize ou mitigue todo e qualquer impacto ao meio ambiente e à sociedade”, ressalta o presidente da Fiema. 

A indústria do Maranhão emprega 88.512 pessoas (dados de 2022), representando 16,7% do emprego formal do estado. O Maranhão representa 5,5% do emprego industrial do Nordeste. Atualmente, os setores industriais mais atuantes no estado são os serviços industriais de utilidade pública (31,2%), os serviços da indústria da construção (26,4%), os serviços da indústria da metalurgia (10,5%), a indústria da celulose e papel (10,4%) e a indústria da extração de minérios (8,6%), ainda conforme dados do Perfil da Indústria – Fiema. 

Um dos ramos que mais cresceu nos últimos anos, foi a indústria da celulose e do papel. Desde 2013, são mais de 6,5 mil empregos gerados e uma produção de 1,69 milhão de toneladas de celulose e 60 mil toneladas de papéis sanitários, atendendo não só o mercado local, mas toda a população maranhense.

“Além de impulsionar ainda mais a economia, essas iniciativas têm gerado emprego e renda para o Maranhão. Seguimos com o compromisso de alavancar o desenvolvimento econômico e social da região, colocando em prática no dia a dia de nossas operações, nosso Propósito Organizacional de ‘Renovar a vida a partir da árvore’”, pontua José Wilhelms Ventura, gerente executivo industrial da fábrica Suzano Papel e Celulose, Unidade Maranhão. 

 

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