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Sindicato confirma fim da greve dos professores da rede pública de São Luís

Paralisação foi encerrada após reunião de conciliação; volta às aulas será nesta segunda-feira (9).

Imirante.com

- Atualizada em 06/05/2022 às 21h12
Assembleia foi realizada na noite desta sexta-feira (6).
Assembleia foi realizada na noite desta sexta-feira (6). (Reprodução / Redes Sociais)

SÃO LUÍS - O Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Pública Municipal de São Luís (SindEducação) confirmou, em Assembleia realizada no início da noite desta sexta-feira (6), na Praça Maria Aragão, o fim da greve dos professores na capital maranhense. A paralisação, que teve início no dia 18 de abril, teve seu encerramento encaminhado após uma reunião de conciliação no Ministério Público do Maranhão (MP-MA), com a presença de representantes do SindEducação e da Prefeitura de São Luís.

No acordo com o MPMA e o SindEducação, a Prefeitura de São Luís concordou em implementar um reajuste de 10,06%, com retroativo a janeiro, e se comprometeu a retirar todas as faltas, a não fazer corte de ponto ou instalar qualquer procedimento administrativo-disciplinar contra os profissionais que aderiram ao movimento grevista. Além disso, o seletivo para contratação temporária de professores foi suspenso.

Com o encerramento da greve, os professores da rede pública de São Luís se comprometem a retornar às salas de aula na manhã desta segunda-feira (9).

"Essa luta dos professores e professoras conquistou a mobilização de milhares de pessoas, pautando o debate público na cidade sobre a necessidade de valorizar e investir na educação. É muito importante que todos respeitem, valorizem e apoiem a luta dos professores. A greve está suspensa, os professores vão voltar às salas de aula, mas a luta continua em defesa das escolas, do ensino público de qualidade e da carreira do magistério em São Luís", afirmou Ana Paula Martins, diretora da SindEducação.

Início da greve

Os professores da rede municipal de São Luís aprovaram, no dia 8 de abril, o início do movimento paredista após a Prefeitura de São Luís oferecer reajuste de 5%, abaixo do que a categoria reivindicou em sua campanha salarial: atualização do piso nacional (de 33,24%) para professores com Nível Médio e a repercussão em toda tabela salarial do magistério, com 36,56% de reajuste para todos os professores com Nível Superior, além de melhoria na condição das escolas. Sem acordo, a greve foi deflagrada pelo SindEducação no dia 18 de abril.

Na última terça-feira (3), o SindEducação reduziu a reivindicação de reajuste de 33% e propôs um aumento de 17,62%, mas a Prefeitura de São Luís, alegando restrições orçamentárias, rejeitou a proposta.

Já na quarta-feira (4), a desembargadora Maria Francisca Gualberto Galiza, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), autorizou a Prefeitura de São Luís a descontar os dias de faltas dos professores que não comparecerem ao trabalho por causa do movimento grevista. Antes disso, no dia 25 de abril, a desembargadora permitiu a contratação de professores temporários para dar andamento às aulas, destacando que não estava configurada “situação excepcional” criada pelo Município que justificasse a paralisação.

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