Análise

Saúde em São Luís consegue piorar: lixos, insetos e esgoto são rotina em Socorrão II

Prefeito Eduardo Braide demonstra que sua gestão não tem focado em questões simples como a limpeza e higiene numas das unidades de urgência e emergência da cidade

Carla Lima/Ipolítica

Eduardo Braide, quando candidato a prefeito em 2020, garantia em suas entrevistas que estava pronto para administrar São Luís, mas quando tem a oportunidade demonstra incapacidade na gestão
Eduardo Braide, quando candidato a prefeito em 2020, garantia em suas entrevistas que estava pronto para administrar São Luís, mas quando tem a oportunidade demonstra incapacidade na gestão (Eduardo Braide)

SÃO LUÍS - São cerca de um ano e quatro meses de gestão do prefeito Eduardo Braide (sem partido) em São Luís. A lua de mel de todo início de nova administração municipal parece que chegou ao fim. A população não tem mais paciência para esperar o prefeito, que durante a campanha insistiu em dizer que já estava ponto.

Mas cerca de 16 meses depois, Braide demonstra que está pronto para governar nas redes sociais. São muitas postagem com expectativas que, infelizmente, não correspondem a realidade.

O prefeito de São Luís precisa deixar o mundo virtual e aterrizar na vida real e começar a administrar a capital conforme prometeu em sua campanha.

As imagens que foram para fora dos limites do Maranhão representam a realidade que Eduardo Braide parece não encarar. Um Socorrão II com além dos problemas já enfrentados por outros prefeitos como a superlotação por atendimento de todo o estado, problemas em aparelhos para exames e filas de espera para realização de cirurgia.

A gestão de Braide - diante de todo este caos que o Socorrão II sempre viveu – conseguiu superar e deixar a situação ainda pior. A unidade de saúde agora tem problemas com limpeza e higienização.

As imagens feitas por pacientes e acompanhantes mostra um hospital de urgência e emergência em que baratas, ratos e aranhas passeiam nos ambientes de internação.

Mostram também um lixo acumulado ao lado das áreas em que os pacientes estão aglomerados e internados. E eles, os pacientes, ainda precisam conviver com o esgoto do banheiro que escorre do lado do ambiente onde ficam internados.

E mais: se os pacientes precisam tomar banho, somente podem fazer se for com caneca usando água da pia porque não há chuveiro no banheiro.

Não é infraestrutura, cuja intervenção precisa passar – em tese – por todo um processo burocrático própria da estão pública. É limpeza, higiene que devem ser serviços diários em qualquer unidade de saúde para garantir a segurança dos pacientes que já vivem situação delicada no ambiente hospitalar.

As imagens mostram que Eduardo Braide não está pronto. Mostram que o Socorrão II está longe de ser um “case de sucesso” como gosta de afirmar o secretário de Saúde, Joel Nunes Júnior.

O Socorrão II mostra, na verdade, o descaso da gestão municipal com a saúde da população. É um “case de incompetência”, que desrespeita cada um dos cidadãos que ali aguarda por atendimento médico em meio a lixos, insetos e esgoto.

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