Saúde

Autoimune ao preconceito: saiba mais sobre o vitiligo

Saiba mais sobre o vitiligo, condição que afeta cerca de um milhão de pessoas em todo o Brasil.

Publipost/ Hapvida

- Atualizada em 26/03/2022 às 18h02
Natália Deodato na 22ª edição do Big Brother Brasil.
Natália Deodato na 22ª edição do Big Brother Brasil.

SÃO LUÍS - A participação da modelo mineira Natália Deodato na 22ª edição do Big Brother Brasil reacendeu os questionamentos sobre o vitiligo, doença que afeta cerca de um milhão de pessoas em todo o país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A doença, cujas causas ainda são desconhecidas, é caracterizada pela perda da coloração da pele e consequente aparecimento de manchas brancas.

O dermatologista do Sistema Hapvida e membro da SBD, Diogo Pazzini, explica que o vitiligo é uma doença autoimune, isto é, causada por um mau funcionamento do sistema imunológico. “Os melanócitos são as células produtoras de melanina, responsável por dar cor à pele. No vitiligo, o organismo não reconhece os melanócitos e os destrói”, afirmou.

Dermatologista do Sistema Hapvida e membro da SBD, Diogo Pazzini.
Dermatologista do Sistema Hapvida e membro da SBD, Diogo Pazzini.

Existem pelo menos cinco tipos diferentes de vitiligo: o focal, com manchas pequenas em uma área específica do corpo; o mucosal, que ataca áreas como lábios e região genital; segmental, com manchas distribuídas lateralmente em uma parte do corpo; acrofacial, com manchas em volta dos dedos, boca, olhos e genitais; comum, que atinge o tórax, abdome, pernas, nádegas, braço, pescoço, axilas e a face; e universal, em que as manchas podem aparecer em qualquer parte do corpo, sem distinção.

Durante o programa, a participante Natália relatou que a condição iniciou aos nove anos de idade, e contou também já ter sofrido preconceito por conta das manchas. O dermatologista Diogo Pazzini reforça, no entanto, que o problema não é contagioso. “Não é possível ‘pegar’ vitiligo de outra pessoa. O que existe é muito preconceito, porque a maioria da população ainda desconhece muito o assunto”, alertou.

Tratamento

Apesar de o vitiligo não ter cura, há vários tratamentos disponíveis. Pazzini alerta para a possibilidade de a doença estar relacionada a outros quadros autoimunes, como doenças da tireóide, e recomenda que seja feita uma avaliação geral quando do diagnóstico do vitiligo. A outra recomendação é evitar traumas na pele, como impactos e queimaduras, o que pode deixar a pele afetada mais suscetível às lesões.

“Para o vitiligo, existem tratamentos que fazem a repigmentação da pele, como a fototerapia, além de cremes, pomadas e comprimidos”, enumerou.

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