Luto na medicina

Morre aos 88 anos o cardiologista intervencionista Professor Dr. José Eduardo Sousa

Dr. José Eduardo Sousa era natural da cidade de Pedreiras.

Imirante.com

- Atualizada em 26/03/2022 às 18h05
Professor Dr. José Eduardo Sousa, de 88 anos.
Professor Dr. José Eduardo Sousa, de 88 anos. (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS - Morreu, no domingo (13), o cardiologista intervencionista Professor Dr. José Eduardo Sousa, de 88 anos. Ele foi um dos ícones da cardiologia intervencionista mundial, o primeiro médico a realizar a coronariografia no Brasil e o primeiro a implantar um stent farmacológico no mundo.

Professor José Eduardo Sousa deixa a esposa Dra. Amanda Sousa, seis filhos e netos.

Em nota, a Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI) lamentou o falecimento do cardiologista.

“Se hoje o Brasil é referência na cardiologia intervencionista mundial, devemos isso ao professor José Eduardo Sousa”, afirma Dr. Ricardo Costa, presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista.

Grande contribuições para a medicina

Cientista incansável, trouxe notáveis contribuições que revolucionaram a prática médica e a assistência ao paciente. Realizou mais de 120 projetos de pesquisa, foi autor de centenas de publicações científicas e apresentou mais de 750 trabalhos em congressos internacionais e mais de 1700 em congressos nacionais. Como palestrante/convidado participou de 780 congressos e conferências em todos continentes.

Premiado e admirado internacionalmente, Dr. José Eduardo Sousa sempre defendeu e elevou a cardiologia intervencionista. Comprometido com o ensino, o desenvolvimento científico e a inovação sempre priorizou o paciente, a quem dedicava carinho e cuidado.

História do Dr. José Eduardo Sousa

Nascido em 30 de janeiro de 1934, em Pedreiras, interior do Maranhão, Dr. José Eduardo formou-se na Universidade Federal de Pernambuco em 1958. O médico concluiu a especialização em cardiologia pediátrica pela Harvard Medical School e doutorado em cardiologia pela USP. Foi diretor do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de 1983 a 2004. Era membro da Academia Brasileira de Medicina, livre-docente da escola Paulista de Medicina e professor da Faculdade de Medicina da USP.

Despedida

A cerimônia de despedida foi realizada na sede do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, nessa segunda-feira (14). E uma missa em homenagem ao professor aconteceu no mesmo local. O sepultamento aconteceu no fim da tarde de ontem, no cemitério da Consolação.

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