Operação Guilhotina

Polícia prende dois homens suspeitos de homicídio em São Luís e de envolvimento com milícia carioca

Homicídio foi registrado no dia 12 de fevereiro deste ano em um bar na avenida Litorânea, em São Luís; vítima foi identificada como Bruno Vinicius Nazon Moraes Borges, de 31 anos.

Imirante.com, com informações da Polícia Civil

- Atualizada em 27/03/2022 às 11h02
Corpo de Bruno Vinicius Nazon após ser morto na avenida Litorânea. (Foto: Divulgação)
Corpo de Bruno Vinicius Nazon após ser morto na avenida Litorânea. (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS – A Polícia Civil do Maranhão deflagrou uma megaoperação, na manhã desta quinta-feira (17), batizada ‘Guilhotina’, com o intuito de elucidar a morte de Bruno Vinicius Nazon Moraes Borges, de 31 anos, que aconteceu no dia 12 de fevereiro deste ano, em um bar na avenida Litorânea, em São Luís. Durante a operação, seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos e duas pessoas presas.

De acordo com a Polícia Civil, os seis mandados de busca e apreensão cumpridos pelas equipes da Superintendência Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (SHPP), foram em residências e salas comerciais localizadas nos bairros Liberdade, Turu, Calhau e Olho d’Água, todos em São Luís, visando coletar materiais ligados ao homicídio de Bruno Vinicius, bem como a exploração de jogos clandestino, organização criminosa e outros crimes.

Dinheiro apreendido durante a operação. (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)
Dinheiro apreendido durante a operação. (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Na ocasião, foram apreendidos itens ligados a exploração de jogos de azar; uma espingarda calibre .22; veículos – sendo um blindado; uma espingarda calibre .22; um cofre contendo valores em dinheiro, além de agendas de apostas.

Já os dois mandados de prisão temporária foram cumpridos no bairro Turu, em São Luís, contra, segundo a polícia, os mandantes do homicídio.

Investigação

Segundo as investigações feitas pela Delegacia de Homicídios da Área Oeste e Núcleo de Inteligência da SHPP, os dois suspeitos presos na megaoperação desta quinta-feira, planejaram e organizaram a execução da vítima, contratando milicianos, que são ex-integrantes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMRJ), com atuação na Baixada Fluminense. Após seguirem a vítima por vários dias, os executores - que estavam encapuzados para não serem identificados - encontraram Bruno Vinicius Nazon em um bar na avenida Litorânea, onde a vítima foi executada com vários disparos de arma de fogo.

Ainda de acordo com as investigações, a motivação do crime seria pelo fato da vítima ser representante de uma organização criminosa goiana que explora jogo clandestino em São Luís, cujo grupo estaria em rota de colisão com outra organização criminosa ligada a milicianos cariocas.

A polícia civil informou que as investigações continuam, no sentido de identificar outros envolvidos com os fatos. Os presos serão interrogados, submetidos a outras providências e encaminhados para custódia na Polícia Penal, onde aguardarão o andamento das investigações e seu processamento.

Relembre o caso

Segundo a polícia, Bruno Vinicius chegou ao bar na Av. Litorânea por volta das 12h do dia 12 de fevereiro para almoçar com a família. Em dado momento, a esposa da vítima pediu para que ele saísse do local e fosse até o seu veículo para buscar um objeto infantil.

Ao sair do bar, um carro, sem placa, estacionou ao lado do veículo da vítima e aguardou a chegada dele até o local. Logo em seguida, dois homens encapuzados realizaram os disparos contra Bruno Vinícius. A vítima ainda tentou fugir, mas foi perseguida e executada no meio-fio por um dos criminosos.

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