Irresponsável e leviana

Associação dos Médicos dos Socorrões repudia acusações de negligência a paciente

A associação classifica como irresponsável e leviana a acusação de que o paciente João Espíndola não teria recebido atendimento médico

Imirante.com

- Atualizada em 27/03/2022 às 11h14
Hospital Djalma Marques, Socorrão 1.
Hospital Djalma Marques, Socorrão 1. (Foto: divulgação)

SÃO LUÍS - Após a repercussão do vídeo em que mostra uma filha desesperada carregando o pai, identificado como João Espíndola, de 71 anos, em uma maca, pela rua durante a noite, de um hospital para outro, em busca de socorro, a Associação dos Médicos dos Socorrões I e II (Amess), por meio de nota, assinada pela presidente da associação, Dra. Janaína Bentivi, pronunciou sobre o assunto.

A associação classifica como irresponsável e leviana a acusação de que o paciente João Espíndola não teria recebido atendimento médico no anexo do Socorrão I, no Hospital Santa Casa de Misericórdia, na noite de 22 de janeiro de 2019, o que teria motivado sua família a retirá-lo do referido hospital, e o levado, por conta própria, em uma maca, pelas ruas da cidade, até o Hospital Socorrão I.

Ainda de acordo com a Amess, as acusações da família do paciente tentam denegrir a imagem dos profissionais médicos, jogando-os contra a opinião pública, uma vez que, segundo a associação, o idoso foi devidamente assistido pelo médico que se encontrava de plantão naquele momento, bem como pela equipe de enfermagem, tendo o mesmo evoluído a óbito ainda no hospital Santa Casa.

Conforme a nota da Amess, os profissionais médicos diariamente lidam com limitações estruturais nos serviços de atendimento de saúde no Estado do Maranhão e são solidários com o sofrimento da população que necessita de assistência de qualidade.

Entenda o caso

O idoso João Espíndola, de 71 anos, veio do município de Urbanos Santos e entrada na quinta-feira (17) no Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), no Centro de São Luís. Lá ficou internado no corredor até quando conseguiu uma transferência para o Hospital Santa Casa de Misericórdia, que fica nas proximidades.

Na segunda-feira (21), ele retornou ao Socorrão I, onde foi realizado um procedimento cirúrgico, em que amputou uma perna, e recebeu alta na noite do dia seguinte. Porém, após sofrer uma parada cardíaca já na Santa Casa, a filha dele Franciane Espíndola procurou atendimento, mas, segundo ela, não conseguiu.

Franciane resolveu empurrar a maca com pai pela rua do Norte em direção ao Socorrão I, na esperança de encontrar um médico e equipamento para socorrer seu pai João Espíndola. Com a ajuda de outras pessoas que também estavam pelo local ela conseguiu chegar ao Socorrão I com o pai, que foi atendimento, mas não resistiu e morreu naquela noite da terça-feira (22).

Confira a nota na íntegra

A Associação dos Médicos dos Socorrões I e II (AMESS), no cumprimento de sua função de representatividade dos médicos que atuam no Hospital Djalma Marques (Socorrao I), vem a público se posicionar perante situação exposta, na data de hoje, por alguns blogs do Maranhão.

Classificamos como irresponsável e leviana a acusação de que um paciente não teria recebido atendimento médico no anexo do Socorrão I, no Hospital Santa Casa de Misericórdia, na noite de 22 de janeiro de 2019, o que teria motivado sua família a retirá-lo do referido hospital, e o levado, por conta própria, em uma maca, pelas ruas da cidade, até o Hospital Socorrão I. Esta afirmação mentirosa demonstra absoluta falta de compromisso com a verdade por parte dos responsáveis pelas afirmações, além de mais uma vez tentarem denegrir a imagem dos profissionais médicos, jogando-os contra a opinião pública, uma vez que o paciente foi devidamente assistido pelo médico que se encontrava de plantão naquele momento, bem como pela equipe de enfermagem, tendo o mesmo evoluído a óbito ainda no hospital Santa Casa, não obstante todos os esforços envidados pelo médico e equipe.

Deve-se ressaltar que os profissionais médicos diariamente lidam com limitações estruturais nos serviços de atendimento de saúde no Estado do Maranhão e são solidários com o sofrimento da população que necessita de assistência de qualidade. Por esta razão, acusações infundadas nos meios de comunicação contra os profissionais médicos, devem ser duramente repudiadas, apuradas pelos entes competentes e aplicadas as devidas sanções a quem lhes deu causa, vez que, além de injustas com os profissionais, desviam o verdadeiro foco dos graves problemas de saúde pública pelo que passam o Estado do Maranhão e a capital.

Exigimos e aguardamos reparação dos blogs em questão e esperamos que a imprensa seja sempre responsável pelas notícias que divulga e colabore com a sociedade, médicos e demais profissionais de saúde na luta por um sistema de saúde mais digno.

Unidos somos fortes!

Dra. Janaína Bentivi
Presidente da AMESS (Associação dos Médicos dos Socorrões I e II)

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