Especial

Casos relatados deixam conselheiros indignados

Caso mais recente aconteceu no fim do mês passado, quando criança foi feita refém pelo próprio avô.

Elirdes Soares/Imirante

Atualizada em 27/03/2022 às 12h03

SÃO LUÍS - Um dos casos mais recentes de maus tratos ocorreu no fim do mês passado, quando uma criança de 3 anos foi feita refém pelo próprio avô no bairro do São Francisco. O impasse durou mais de seis horas e precisou da intervenção de negociadores da Polícia Militar e parentes da criança.

Francisco chegou a conversar com os negociadores e chorou pedindo que os policiais se retirassem e só voltassem no outro dia pela manhã. Durante todo o tempo,, o menino ficou confinado em um quarto. A Justiça decidiu retirar a guarda da criança do avô, após denúncias de que o menino sofria maus tratos. O Conselho Tutelar pediu que a guarda fosse dada ao pai biológico. De acordo com os policiais, o avô e a mãe da criança mantiveram o bebê como refém porque se recusavam a cumprir o mandado judicial.

O conselheiro Wellington Craveilos, da área Vila Luizão/Turu, relatou casos que chamam a atenção dos os conselheiros. “Um fato recente que chamou a nossa atenção foi há mais ou menos uns três meses, quando recebemos uma denúncia da diretora da escola onde uma criança de 11 anos estudava, no bairro Divineia. A criança morava com o pai e a madrasta. Um dia a madrasta pediu à criança que levasse o lanche para o pai, que é pedreiro. Infelizmente a criança esqueceu de levar o lanche. A madrasta, furiosa, apanhou uma ripa e bateu por diversas vezes na mão da criança”, relatou. O caso foi levado para a polícia e a madrasta foi presa em flagrante. De acordo com o depoimento colhido pelos conselheiros, a criança revelou que não foi a primeira vez que foi agredido.

Já em outro caso, uma criança de apenas 4 anos teve a mão queimada pela madrasta, com uma colher quente, enquanto o pai do menor não estava em casa. “Esse foi um caso que mexeu com os nossos sentidos. Infelizmente, muitos casos acontecem nos lares e nem sequer chegam aos conselhos tutelares", lamentou Wellington Craveilos.

Este ano, um bebê de 8 meses estava sofrendo maus tratos pelo padrasto. De acordo com a conselheira da área da Zona Rural, Cilene Pires de Morais, o padrasto estava comendo pedaços da criança, como a orelha e os dedos. “Esse caso foi apenas um dos muitos que já passaram por aqui e que mexem com a nossa cabeça. Depois de uma denúncia anônima, descobrimos que o padrasto estava comendo aos poucos pedaços do bebê e à noite, quando a criança chorava , ele colocava o bebê embaixo de um girau [espécie de prateleira], junto a lama para que a criança parasse de chorar. E às vezes jogava água no olho do bebê”, relatou a conselheira Cilene Pires de Morais.

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