BRASÍLIA – O 2º Encontro Nordestino de Cordel começou ontem (13) no Centro Cultural da Caixa, em Brasília. O evento foi aberto com uma mesa composta por pessoas ligadas ao universo dos repentistas e escritores de cordel. Dentre elas, Chico de Assis, repentista e organizador do evento, Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, e Hamilton Pereira, secretário da Cultura do Distrito Federal. Até sexta-feira (15), eles vão discutir temas de interesse da categoria. Entre eles, a questão da aposentadoria.
“O objetivo desta vez é trabalhar a possibilidade de alcançar direitos previdenciários e trabalhistas, para poder se aposentar. Também vamos debater nas mesas o reconhecimento do repente e da literatura de cordel como patrimônio imaterial”, disse Chico de Assis. Ele ressaltou ainda que o evento serve para dar continuidade às conquistas iniciadas na primeira edição. “Com o primeiro encontro, conseguimos encaminhar o pedido de regulamentação da categoria, o que ocorreu em 2010. O objetivo dessa vez é trabalhar a possibilidade de alcançar direitos previdenciários e trabalhistas, para poder se aposentar. Também vamos debater nas mesas o reconhecimento do repente e da literatura de cordel como patrimônio imaterial”, completou.
Os participantes do evento relembraram o encontro anterior, em 2009, que serviu de combustível para a aprovação da Lei 12.198, no ano seguinte. A lei profissionalizou escritores da literatura de cordel, cantadores e violeiros improvisadores, emboladores e cantadores de coco, poetas repentistas e contadores de causos da cultura popular. Hoje, todos são considerados profissionais repentistas. Mesmo em clima de celebração, o secretário de Cultura deu o tom de uma das próximas metas da classe. “Que o Estado acolha o fim da jornada de cada um deles”.
Francisco Joseirton, ou simplesmente Jotinha, é embolador de coco e faz parte do Trio Jota, Jotinha e Jotão. O trio cearense se apresentará no segundo dia do evento. Jotinha acredita que os últimos anos marcaram uma grande mudança na forma como esses profissionais são vistos. “Antes havia mais preconceito com essa arte popular, mas hoje está diferente. A imprensa tem dado muito apoio para os artistas. Antigamente, o repentista cantava só para o povo colaborar. Hoje em dia acabou isso. Hoje o artista faz show mesmo, contratado.”
O 2º Encontro Nordestino de Cordel vai até sexta-feira. A entrada é franca e o público pode assistir palestras sobre as conquistas da categoria, o espaço dela na mídia e nas escolas, além de participar de uma oficina de literatura de cordel. Durante todo o evento estandes venderão CDs e DVDs de repentistas, bem como literatura de cordel. Repentistas, poetas e declamadores se apresentarão no encontro. O show de encerramento terá a apresentação do cantor Chico César.
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