Maranhão

'Resultado da acareação foi muito positivo', afirma Uchoa

Acareação entre Elias Orlando e Júnior do Mojó encerrou no início da noite desta terça (2).

Imirante

Atualizada em 27/03/2022 às 12h16

SÃO LUÍS – O fim da acareação entre o corretor de imóveis Elias Orlando Nunes Filho e o ex-vereador Edson Arouche Júnior, o Júnior do Mojó, ocorrida no começo da noite desta terça-feira (2), na Supervisão de Áreas Integradas da polícia, no Turu, resultou na divergência e atribuição de culpas, em ambos os lados.

Acompanhados de seus advogados e dos delegados envolvidos na investigação, em salas separadas e, posteriormente, confrontados um ao outro, os suspeitos esclareceram os pontos encontrados na investigação. Segundo o Superintendente de Polícia Civil da Capital (SPCC), o delegado Sebastião Uchoa, o resultado da acareação foi muito positivo, pois pôde-se estabelecer diversos pontos das falas dos acusados, que ajudarão na investigação.

De acordo com a acareação, o corretor Elias teria escolhido as vítimas, enquanto o ex-vereador Junior do Mojó teria falsificado os documentos. A defesa do ex-vereador aponta que o acusado nunca falsificou os documentos, e pôs a culpa das fraudes no cartório de onde saíram os papéis. A defesa do corretor afirmou, na acareação, que o corretor não sabia da origem dos documentos.

“As condutas, tanto do Elias Orlando Nunes Filho, quanto do Edson Arouche Júnior, foram de passar a culpa de um ao outro. Isto é, houve situações em que eles divergiam e anulava todo o indiciamento, quanto que, em demais momentos, eles passavam a culpa para o outro”, afirmou o Superintendente Sebastião Uchoa, que acredita na hipótese de prévio acordo entre os acusados, que proporcionou os pontos divergentes da acareação.

No inquérito presidido pelo delegado Carlos Alberto Damasceno, o corretor de imóveis Elias Orlando Nunes Filho e o vereador de Paço do Lumiar, Júnior do Mojó, foram indiciados por falsidade ideológica, homicídio qualificado, ocultação de cadáver e estelionato.

A dupla é suspeita de envolvimento na morte do empresário Maggion Lanyere Ferreira Andrade, além de grilagem de terras na região metropolitana de São Luís e interior do Estado.

Segundo o delegado Sebastião Uchoa, o inquérito das investigações sobre grilagens de terras será encaminhado à Justiça, com previsão de julgamento até 15 de outubro.

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