SÃO PAULO - De origem emocional ou física, a queda de cabelos é comum nos dias de hoje. O estresse, problema de grande incidência na sociedade atual, é apontado como um dos maiores responsáveis pela queda capilar, aumento da secreção sebácea e dermatites. "Para tratar a queda do cabelo de fundo psicológico, é necessária uma ação simultânea de vários profissionais, como psicólogos, terapeutas capilares e até, em alguns casos, neurologistas", explica Patrícia Maciel, pioneira em Terapia Capilar no Brasil.
Patrícia explica a relação entre o estresse e a queda de cabelo: "O estresse baixa a imunidade do organismo, deixando-o suscetível a vários desequilíbrios, entre eles o do couro cabeludo". Dentre os fatores orgânicos que causam a queda de cabelos, estão a desarmonia hormonal, que eleva a produção da diidrotestosterona (DHT); descontrole sebáceo, hereditariedade, problemas endócrinos e hábitos como exposição solar sem proteção, alimentação inadequada e até falta de atividade física."Por meio de avaliação e conversa com o paciente, descobrimos se ele está ou não estressado". Identificado o problema, a terapeuta delineia um tratamento personalizado, ministrando fitoterápicos e promovendo estimulação mecânica (laser e microcorrentes) e manual (esfoliações e massagens) do couro cabeludo. A Terapia Capilar também inclui florais integrados ao xampu e para uso tópico, reiki, aromaterapia, cromoterapia e jinshinjitsu aliados ao acompanhamento psicológico, físico e nutricional.
Além do tratamento, a prevenção é uma forte arma de combate à queda de cabelos. O ideal, segundo Patrícia, é que se faça um Tricograma (diagnóstico da saúde do cabelo). "Com este estudo, obtemos dados e um ponto de partida para orientar o paciente com relação às mudanças na alimentação e assepsia que deve passar a ser feita com produtos adequados ao perfil do cabelo", explica Patrícia. Segundo a terapeuta, além da prevenção, vale a pena seguir algumas dicas para combater o estresse um dos causadores da queda capilar: "Comer alimentos leves à noite, ingerir chás, evitar assistir a programas violentos e noticiários antes de dormir, deixar as conversas sobre problemas para o dia seguinte, e ter uma boa noite! de sono são hábitos importantes para quem não quer viver estressado", sugere.
A especialista ainda alerta sobre outros vilões das madeixas: o inverno e o banho quente. Ela lembra que este é um período de mudanças de comportamento, que desencadeiam importantes alterações na pele e nos cabelos: "Recolhimento em ambientes fechados e aquecidos, uso de casacos e gorros, banhos muito quentes e a redução dos movimentos provocam menor oxigenação e diminuem a liberação de endorfina (hormônio responsável pelo rejuvenescimento). Tudo isso, somado à alimentação mais calórica e gordurosa, é fator desencadeante de dermatite seborreica".
Segundo Patrícia, a água quente potencializa o cloro, que prejudica os cabelos. Além disso, provoca o 'efeito rebote', pois o óleo, ao ser tirado bruscamente, se reproduz ainda mais, pois as glândulas sebáceas aceleram sua produção. "Já os alimentos mais calóricos aumentam a produção sebácea, formando mais óleo no couro cabeludo, inibindo a oxigenação e obstruindo o poro piloso", aponta.
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