BRASÍLIA - O diretor afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, comparece na manhã desta terça-feira (12) à Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado para prestar esclarecimentos sobre suposto superfaturamento de obras sob responsabilidade do Ministério dos Transportes.
O requerimento foi aprovado na semana passada, após ser apresentada pelos senadores Blairo Maggi (PR-MT), aliado de Pagot, e Aloysio Nunes (PSDB-SP).
Pagot foi afastado da cúpula do ministério após reportagem da revista "Veja" relatar que representantes do PR, partido ao qual pertence o ex-ministro Alfredo Nascimento e a maior parte da cúpula do ministério, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de superfaturamento e recebimento de propina por meio de empreiteiras. Nascimento deixou o cargo em razão das denúncias.
O diretor está de férias. O Palácio do Planalto informou que, quando ele retornar, deve deixar o cargo em definitivo. De acordo com o Planalto, ele havia pedido em novembro do ano passado férias de 30 dias a partir do dia 4 de julho. Ainda segundo a assessoria do Planalto, após este período ele pedirá exoneração ou será exonerado. A saída definitiva de Pagot foi acertada com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
Entrevista ao G1
Em entrevista ao G1 no dia 7 de julho, Pagot disse ter “convicção da correção de suas ações” no comando do Dnit e afirmou que, após dar explicações ao Congresso, “as coisas vão muito ficar claras”.
“Só vou me manifestar depois de fazer minha exposição de motivos na Câmara e no Senado. Mas tenho certeza de que depois das minhas falas as coisas vão ficar muito claras, tenho convicção disso, vão ficar muito claras”, disse o diretor do Dnit.
Perguntado se estaria convicto da legalidade das ações adotadas por sua gestão no órgão, Pagot disse que as ações do departamento são “colegiadas” e submetidas a um conjunto de ações de monitoramento.
“Tenho convicção da correção das minhas ações, estou no Dnit desde outubro de 2007, as decisões do Dnit são decisões colegiadas. O Dnit não faz políticas públicas, ele executa políticas públicas definidas”, afirmou Pagot.
Mudanças no Ministério dos Transportes
O antigo secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, foi oficializado como ministro dos Transportes na segunda-feira (11).
Passos, que era secretário-executivo do ministério, estava no comando da pasta interinamente desde que Alfredo Nascimento deixou o cargo, na semana passada. Ele assume em definitivo os Transportes após o senador Blairo Maggi (PR-MT) recusar o convite da presidente Dilma para chefiar o ministério.
Durante coletiva no Senado nesta segunda, Maggi disse que recusou o convite por conta de seus negócios empresariais. Maggi possui negócios na área de navegação, setor regulamentado por órgãos federais que seriam comandados por ele, caso aceitasse ser ministro.
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