Violência

Dois taxistas assassinados covardemente em São Luís no fim de semana

As vítimas são: José de Ribamar Sousa Neves e Francisco Manoel Alves de Sousa Neto.

Imirante, com informações da Mirante AM

Atualizada em 27/03/2022 às 12h37

SÃO LUÍS - O taxista José de Ribamar Sousa Alves, de 44 anos, foi executado com um tiro no tórax durante uma tentativa de assalto ocorrida na avenida Joaquim Mochel, no Parque Pindorama. O crime foi praticado por três suspeitos. Segundo o Sindicato dos Taxistas, este foi o primeiro latrocínio envolvendo taxistas este ano.

Informações de familiares indicam que estava no posto onde ele trabalhava, no retorno do São Francisco, quando dois homens pediram uma corrida para o Parque Pindorama. O taxista, também conhecido como Coqueiro, aceitou fazer a corrida e, quando dois homens entraram no táxi, o terceiro também tomou o veículo.

Pelas primeiras informações da Polícia Militar, quando chegaram à avenida Joaquim Mochel, os três elementos deram voz de assalto, mas dispararam logo um tiro no tórax do taxista. Apesar disso, laudo da Polícia Civil mostra que nem o celular nem a bolsa do taxista foram levados durante o homicídio.

Ainda segundo informações da família e de colegas de trabalho de José de Ribamar Alves, havia mais dois taxistas no posto que poderiam pegar essa corrida. O primeiro, desconfiado dos dois elementos, não quis fazer a viagem e o segundo pegou um passageiro no momento em que José de Ribamar negociava a ida até o Parque Pindorama.

Revolta

O homicídio revoltou a categoria. Centenas de taxistas foram até a residência de José de Ribamar Sousa prestar sua solidariedade à família. O taxista deixou esposa e cinco filhos. “Queremos apenas justiça. Não quero que essa morte seja em vão”, disse a esposa do taxista, Renilde Sousa. “Perdemos um grande homem. Uma pessoa que não fazia mal para ninguém”, declarou o colega do taxista, Gregório Barbosa.

O presidente do Sindicato dos Taxistas de São Luís, José Antônio Pereira, pretende agora pedir ajuda à Polícia Militar para dar mais celeridade às investigações e também pedir mais segurança para os profissionais da área. “Essas situações não podem mais acontecer na cidade”, disse. Até o fechamento desta matéria, a polícia não tinha identificado os suspeitos do crime.

Insegurança

Os taxistas, que trabalham na região do São Francisco, se sentem inseguros. A categoria alega ter aumentado o número de assaltos e exigem segurança. [e-s001]

Cidade Olímpica

Francisco Manoel Alves de Sousa Neto, 42 anos, foi o outro taxista assassinado. Segundo a polícia, o corpo foi encontrado dentro do táxi. Ele foi alvejado com um tiro no ouvido.

O delegado Valber Braga não soube informar quantas pessoas estavam dentro do carro. Um homem identificado como Lauanderson Moraes Nogueira, o Leozinho, 18 anos, foi preso quando jogava uma partida de sinuca no “Bar do Valdir”, na Avenida Brasil, no mesmo bairro.

Ele portava 38 petecas de crack. O suspeito foi encaminhado ao plantão policial da Cidade Operária, onde foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, porém, apesar de sua extensa ficha criminal, não teve autoria confirmada na morte do policial.

Foram subtraídas a arma e a carteira porta-cédulas da vítima, que morreu no local.

A polícia encaminhou ao Instituto de Criminalística (Icrim) o táxi do policial, um Corsa Classic de cor branca, de placas NHD-8714. Também foi submetido a exames de recentissidade de pólvora nas mãos.

Francisco Manoel de Sousa Neto era lotado no 8º Distrito Policial (Liberdade). O caso já está sendo investigado pelo 18º DP, no bairro Cidade Olímpica.

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