SÃO PAULO - A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância da Polícia Civil de São Paulo abriu nesta sexta-feira (5) inquérito para investigar as mensagens preconceituosas contra nordestinos publicadas no Twitter, após uma denúncia anônima, segundo a delegada titular Margarette Barreto. De acordo com ela, os autores das postagem podem responder pelos crimes de discriminação e incitação a ato criminoso.
O caso começou no domingo, após a eleição de Dilma Rousseff para a Presidência da República. Alguns usuários contrários postaram mensagens ofensivas a nordestinos. Entre as mais republicadas estava a de uma jovem identificada como Mayara Petruso, estudante de Direito, que chegou a figurar na lista de assuntos mais comentados do Twitter.
Na quinta-feira (4), o Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo recebeu documentos enviados pela seccional de Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil e pela procuradora regional Janice Ascari sobre o assunto.
O caso foi passado à procuradora federal Melissa Garcia Blagitz de Abreu e Silva. A equipe técnica responsável por crimes na internet do MPF vai agora formular um laudo sobre o caso para enviar à procuradora federal. O documento deve ficar pronto na próxima semana, segundo a assessoria de imprensa do MPF.
Segundo a delegada, a Polícia Civil vai conversar com o Ministério Público para avaliar quem seguirá com a investigação. “Não importa quem conduzirá a investigação, o importante é que a sociedade civil está respondendo”, afirma.
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