São Luís

Público prestigia última sexta-feira do festival Vale Festejar

Crianças, idosos e turistas prestigiaram a festa, que já começava a deixar saudade.

O Estado

Atualizada em 27/03/2022 às 12h51

SÃO LUÍS - Sexta-feira (30), dois dias antes do encerramento do Maranhão Vale Festejar, o público lotou a Lagoa da Jansen para assistir ao maior São João fora de época do Estado. Crianças, idosos, turistas e moradores de São Luís prestigiaram a festa, que já começava a deixar saudade. Sem qualquer ameaça de chuva e com muita gente bonita. Esse foi o cenário encontrado por quem foi na sexta-feira à Lagoa da Jansen, já consolidada como uma das principais arenas para apresentação dos grupos culturais de todos os cantos do Maranhão.

A primeira atração da noite foi o Baile de Caixas da Fé em Deus. O colorido das saias rodadas das dançarinas encantava a todos que chegaram desde as primeiras horas da noite no local. O presidente do grupo, João Carlos Frazão, os 48 dançarinos e os 12 músicos eram só animação. Com apenas dois anos de criação do grupo, João Carlos se diz satisfeito, pois desde o "nascimento" da manifestação cultural eles são convidados a se apresentar em Brasília (DF) no festejo da morte do bumba meu boi de Teodoro, que acontece durante a segunda quinzena do mês de setembro. "É uma honra participar de uma comemoração que já dura 48 anos e a tendência é só melhorar e viajar cada vez mais para difundir nossa brincadeira", comentou.

Em seguida, o palco foi tomado pelas 50 crianças e adolescentes que fazem parte do "Barriquinha". O grupo funciona como uma pré-escola para o Boi Barrica, um dos representantes que melhor retrata o sotaque alternativo no Estado.

Com sotaque de orquestra e belas índias, o Boi Magia e Encanto da Ilha foi o terceiro grupo a subir no palco do Vale Festejar. Enquanto o grupo prendia a atenção do público, a pequena Luiza Dias, de apenas 10 meses, chegava ao local. Os pais, Laureen e Heber Dias, fizeram questão de vestir a filha a caráter para sua primeira festa junina fora de época.

Beleza - De Rosário e também representando o sotaque de orquestra, o Boi de São Simão iniciou sua apresentação pouco depois das 21h. Maravilhado com a beleza das índias e da coreografia do grupo, o engenheiro mineiro Ricardo Martinha disse estar bastante feliz em conhecer pela primeira vez o Maranhão Vale Festejar. Com sua câmera, ele registrava tudo."É uma manifestação que não deixa nada a desejar para nenhuma outra no país. Tudo o que estou vendo hoje é muito melhor do que eu ouvi falar. O maranhense tem muito do que se orgulhar. Como vim a trabalho, estou filmando tudo para mostrar à minha família, que ficou em Belo Horizonte", explicou.

Brilho - Várias famílias viajaram junto com os integrantes do Boi de Cofo de São Bento, pela primeira vez se apresentando em São Luís. Contando com um grupo de dançarinos formado por estudantes com idade entre 8 e 16 anos do ensino médio e fundamental da Escola Dom Francisco, a presidente e também diretora da escola Maria da Cruz Rabelo Lopes era uma das mais animadas. "Essa apresentação de hoje é um sonho para eles e principalmente para mim", disse. A emoção de Lopes era justificada pelo fato de em 2009 o grupo não ter recebido o apoio necessário para produzir as roupas e manter a brincadeira. "As roupas demoram até três meses para ficar pronta e precisa da ajuda e boa-vontade dos próprios dançarinos para confeccioná-las", completou.

O Boi de Guimarães mudou o ritmo e marcou a batida ao som das zabumbas. O colorido dos caboclos de fita foi o que mais impressionou o paulistano Márcio Furtado. "Realmente é uma festa para os olhos o que fazem no bumba meu boi do Maranhão", resumiu.

Com um currículo de fazer inveja a muitos grupos, o Boi Brilho da Ilha retomou o sotaque de orquestra e fez o público dançar com um pout-pourri que lembrava os maiores sucessos dos bois do Estado. Com o vermelho, amarelo e branco predominantes na indumentária, o Brilho da Ilha é, ao lado da Companhia Barrica, uma das brincadeiras que mais viajaram pelo mundo.

O fechamento da noite ficou a cargo do Batalhão de Ribamar. Esta era uma das apresentações que o empresário do Rio Grande do Sul Henrique Garcia queria assistir.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.