São Luís

Mãe se desespera por não conseguir atendimento ao filho

Maria Aparecida Araújo e filho vieram de Presidente Dutra, na madrugada desta quinta-feira.

Dalva Rêgo/TV Mirante

Atualizada em 27/03/2022 às 12h54

SÃO LUÍS - Crianças doentes, pais desesperados, hospitais sem leitos. Conseguir uma vaga nos hospitais da rede pública de São Luís para a internação de uma criança está cada vez mais difícil. Você vai acompanhar agora o drama de uma mãe que não conseguia sequer um médico para examinar o filho dela, em estado grave. Assista à reportagem de Dalva Rêgo, da TV Mirante.

A dona de casa Maria Aparecida Araújo se desespera. Ela tenta conseguir atendimento para o filho Franklin Viana de apenas 8 meses. Para isso, já passou por três hospitais. Mãe e filho vieram de Presidente Dutra, na madrugada desta quinta-feira. A criança já estava desacordada no fim do dia.

A equipe de reportagem tentou conversar com alguém da direção do Hospital da Criança, mas foram impedidos de entrar. Os diretores já não estavam mais na unidade. Nenhum médico se prontificou a, pelo menos, ver o pequeno paciente na ambulância. O jeito foi buscar ajuda em outro hospital, dessa vez, o Socorrão II.

Desde o último fim de semana, os hospitais infantis em São Luís estão superlotados. Não tem vaga nas enfermarias, nos leitos. O quadro é caótico.

A situação chegou a esse ponto desde que o Hospital Universitário Materno Infantil, referência no Estado, fechou as portas de um dos setores mais complexos da unidade: o de urgência e emergência. Na entrada, os avisos: não tem atendimento!

A diretoria do hospital alega que a urgência pediátrica não está funcionando por causa da superlotação nos leitos, mas o Ministério Público aponta outra explicação para o colapso que se instalou no local: segundo a Promotoria de Saúde, uma bactéria contaminou o setor há duas semanas.

No Materno, ninguém fala sobre o assunto. Enquanto isso, o caos permanece e a situação se complica mais a cada dia.

De acordo com a direção do Hospital da Criança, o menino Franklin Viana foi encaminhado ao Socorrão II, mas não há nenhum registro da entrada da criança no hospital.

A direção do hospital Materno Infantil nega que tenha havido contaminação por bactéria, e reafirma que a superlotação foi a causa da suspensão no atendimento de emergência.

A Assessoria de Comunicação do Ministério Público informou que a contaminação por bactéria no materno infantil foi denunciada em relatório da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar.

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