BRASÍLIA - As cúpulas do PMDB e do DEM no Senado não parecem preocupadas com a manifestação de apoio do PSDB à candidatura de Tião Viana (PT-AC) à presidência da Casa. Pelo menos seis senadores tucanos decidiram não seguir a orientação do partido e vão votar em José Sarney (PMDB-AP), que soma 18 votos do seu próprio partido, 14 do Democratas, sete do PTB, quatro do PR e até dois do PT. Além do apoio de partidos, Sarney conta também com votos individuais de senadores de outros partidos, como PSB e PDT.
O PMDB não cedeu às exigências do PSDB para apoiar Sarney: dois cargos na Mesa e a presidência de duas importantes comissões. O PSDB quer impor Tasso Jereissati (CE) como chefe da Comissão de Assuntos Econômicos e Eduardo Azeredo (MG) na comissão de Relações Exteriores. Se o PMDB cedesse às pressões do PSDB, não sobrariam vagas na Mesa, nem nas comissões, para composição de outros partidos.
A partir do momento que o PSDB apoiou a candidatura de Tião Viana (PT-AC) para presidente do Senado, ministros importantes do governo passaram a jogar toda força possível do Palácio do Planalto para derrotar o senador José Sarney (PMDB-AP). Ministros de Estado estão em ligações à caça de votos para Tião. “Talvez não dê tempo para virar o jogo. Mas parece improvável que Sarney obtenha vitória folgada”, admite um dos coordenadores da campanha do peemedebista.
Apoio público
No total, o ex-presidente da República mantém o apoio declarado de 46 senadores. São 18 votos do PMDB, 14 votos do DEM, sete votos do PTB, quatro do PR, um voto do PCdoB e o voto do tucano Papaléo Paes (AP) e do socialista Carlos Valadares (PE), que declararam publicamente não seguir a orientação dos seus partidos. Se obtiver pelo menos mais cinco votos no PSDB, dois do PT e um no PDT, como é esperado, Sarney terá, ao final da eleição, algo como 54 votos em sua disputa contra Tião Viana, exatamente o patamar esperado pelos seus aliados quando ele lançou sua candidatura.
Mas Sarney sabe que a pressão será grande, sobretudo de setores do governo e da oposição tucana que não querem sua vitória. Por isso, a ordem na coordenação de sua campanha é trabalhar com um cenário de 45 votos, suficiente para vencer a eleição.
A sessão preparatória da eleição no Senado está marcada para as 10h desta segunda-feira. O voto é secreto. É considerado eleito o senador que obtiver ao menos 41 votos.
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