Jandaia

Ibama vai realizar a soltura de aves hoje

Os sete animnais vão ser soltos na área de proteção do Sítio Aguahy em São José de Ribamar.

Imirante

Atualizada em 27/03/2022 às 13h27

SÃO LUÍS - O Centro de Animais Silvestre (CETAS) da Superintendencia do Ibama/Ma relizará a soltura branda de sete jandaias (Aratinga Jandaia) neste sábado, (1/11), no Sítio Aguahy, no município de São José de Ribamar (MA). As aves chegaram ao Cetas por meio de resgate, entrega espontânea ou por apreessão.

Diferente da soltura que ocorreu em março, em que 12 jandaias oriundas de São Paulo foi enviadas a São Luis. As 7 aves que irão ser soltas hoje, todas provém de São Luis.

As jandaias vítimas do tráfico de animais silvestres, principalmente pelo colorido da plumagem, passaram por diagnósticos clínicos. Na fase atual, conhecida como soltura branda, as aves passarão por um período de transição entre o cativeiro e o próprio ambiente natural.

A soltura branda caracteriza-se pela abertura de uma janela que possibilita a saída e a entrada do animal de um viveiro montado na área de soltura. Assim, as jandaias vão ter liberdade de locomoção, podendo voltar ao local preparado pelos técnicos para descanso,alimentação e proteção de predadores.

Antes de se realizar o processo de soltura, as aves receberam tratamentos, incluindo dietas, exames de sangue e outras avaliações para diagnosticar como estavam fisicamente. Logo depois elas passaram por um período de observação em viveiros para averiguar os seus comportamentos.

Área de soltura e características da espécie

As jandaias são aves que vivem na orla marítima, na mata secundária em regiões cultivadas, como carnaubais e babaçuais, principalmente no sudeste do Pará e do Maranhão, em Pernambuco e no leste de Goiás.

Têm o bico negro, intensa cor amarela e laranja, apenas com as rêmiges e algumas penas da asa e da cauda verde-azuladas. Vivem habitualmente em casais, e para dormir reúnem-se em bandos. Elas se alimentam de frutos e sementes e sua reprodução é caracterizada por ovos arredondados, brancos e pequenos, sendo chocados principalmente pela fêmea que é visitada e alimentada pelo macho na câmara incubadora por 26 dias, depois ele a ajuda a cuidar dos filhotes.

A área do Sítio Aguahy é uma das poucas conservadas dentro da Ilha de São Luís, cerca de 90% dela Aguahy é constituído de mata nativa. A área, que já foi centro de experiências da empresa Merck com espécies de jaborandi e fava d´anta, atualmente atende à demanda de pesquisadores das universidades (UFMA e UEMA) e instituições de pesquisa do Maranhão.

Floresta nativa conservada, apicum (área de transição entre o mangue e a floresta), praia, falésias (paredões de pedra), babaçuais, manguezal e outras feições naturais estão dentro do sítio, sendo que na sua orla encontra-se a praia do Aguahy, um verdadeiro paraíso ecológico, onde podem ser vistos uma bela revoada de guarás e de maçaricos que procuram o local em busca de alimentos. Existe ainda cerca de 150 hectares de manguezal onde ocorre a presença de peixe-boi marinho, um dos mamíferos mais ameaçados de extinção no Brasil.

As informações são do Ibama

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.