SÃO LUÍS - Usuários e motoristas reclamam da falta de infra-estrutura no terminal rodoviário da Fonte do Bispo, no Anel Viário. Bancos quebrados, esgotos estourados, galerias abertas, lâmpadas quebradas, lixeiras destruídas, abrigo das paradas de ônibus destelhados e buracos nas vias são os principais problemas apontados por quem freqüenta ou trabalha no local.
As pessoas que utilizam o terminal para pegar ônibus convivem com a precariedade e o desconforto dos abrigos. Os azulejos que fazem alusão à colonização portuguesa na cidade foram quase todos arrancados, o telhado está cheio de buracos e os bancos estão danificados. “Ainda bem que o período de chuva já passou. Quando estava chovendo, era horrível pegar ônibus aqui, a gente se molhava toda. Um lugar tão bonito desses merecia uma atenção maior”, reclamou a dona-de-casa Maristela Soares, que utiliza o terminal diariamente para ir ao trabalho.
Esgotos estourados e galerias abertas contribuem para o mau cheiro no local, causando desconforto para quem freqüenta os restaurantes e os bares do logradouro. “Eu moro aqui no centro da cidade e sempre freqüento este terminal. Essa área faz parte da história da nossa capital. Antigamente eu até almoçava por aqui, mas hoje isso ficou impossível, é muita lama e esgoto em torno das barracas. Ninguém agüenta o mau cheiro em alguns lugares”, disse o engenheiro aposentado Manuel Cândido Damasceno.
A iluminação e a rede elétrica do terminal rodoviário também não passam por algum reparo há vários meses. É fácil encontrar locais com fios elétricos expostos e desencapados, ligações elétricas feitas de forma irregular e lâmpadas quebradas. As lixeiras que não foram arrancadas estão totalmente inutilizadas. “Infelizmente, aqui não existe conservação. À noite, alguns pontos ficam muito escuros. Eu não me lembro de presenciar algum serviço nessa rede elétrica. A verdade é que esse espaço está abandonado há muito tempo”, disse o vendedor de bombons Ari Martins, que trabalha há vários anos no terminal.
Buracos
Algumas vias do terminal, que são de paralelepípedos, estão quase intrafegáveis. Os buracos e o calçamento estão deteriorados. Os pedestres convivem com o perigo. “Esse trajeto é perigoso demais. Eu tropecei uma vez. Ainda bem que eu não caí, porque senão um ônibus passava por cima de mim. Temos que cobrar uma reforma urgente aqui”, denunciou o aposentado Manuel Cândido Damasceno.
Os motoristas de coletivos são os mais insatisfeitos com a falta de conservação das vias. Alguns reclamam que os buracos acabam danificando os carros e atrasam as viagens. “Nessa hora que eu quero saber onde está o prefeito. Esse local está assim há muito tempo. No fim das contas, é só o trabalhador que fica no prejuízo. Vários carros já quebraram aqui. Até os passageiros reclamam desse “balanço” que o veículo faz quando nós passamos por estas ruas”, relatou um motorista de ônibus que não quis se identificar.
Por meio da sua Assessoria de Comunicação, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) informou que ainda esta semana uma equipe da secretaria será encaminhada ao local. Ainda segundo a assessoria, existe uma equipe especializada trabalhando na recuperação da pavimentação do Centro Histórico, que inclui a área do terminal da Fonte do Bispo.
Saiba Mais
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.