SÃO LUÍS - O delegado-geral adjunto de Polícia Civil, Nordman Ribeiro, afirmou ontem que a polícia ainda não tem pistas do paradeiro da pessoa que raptou o bebê Ícaro Ferreira Rodrigues, de apenas um mês de vida, e que continua desaparecido. A criança foi sequestrada do terraço de sua própria casa, na Vila Gorethe, na Camboa, quinta-feira última.
Mesmo com a divulgação do retrato falado do suspeito, a polícia não recebeu nenhuma informação conclusiva que pudesse levar ao acusado ou à criança. “A divulgação de um retrato falado não garante 100% de fidelidade. São apenas projeções com base naquilo que a família viu. Mas, mesmo assim, estamos com várias equipes fazendo buscas para elucidar esse desaparecimento”, disse Nordman.
Com base em informações passadas pela mãe da criança, o suspeito de ter sequestrado Ícaro é moreno, com pouco mais de 45 anos, tem 1,60 m aproximadamente e cabelos grisalhos. Conforme informações da família de Ícaro, foram feitas ligações ao Disque Denúncia, afirmando que o possível autor do rapto da criança estaria no bairro Ipase de Baixo, andando livremente com o menino. Entretanto, em uma busca realizada ainda na noite de sexta-feira, os policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) não encontraram sequer indícios da passagem da pessoa que raptou Ícaro no bairro.
Ontem pela manhã, a mãe do bebê, Itanilce Ferreira Rodrigues, de 28 anos, participou de mais uma busca pelo filho, às margens do Rio Anil, também com a ajuda dos comissários da DPCA. E mais uma vez sem sucesso, pelo menos até o fechamento desta edição.
Agora, com a falta de pistas e informações, a família de Ícaro Ferreira está temendo a suspensão das buscas à criança. Isso porque, conforme os familiares de Itanilce Ferreira, os policiais da DPCA afirmaram que os trabalhos prosseguirão somente até amanhã (segunda) ou terça-feira. Depois disso, a criança será incluída na listagem das desaparecidas da delegacia. “Espero encontrar meu neto o mais rápido possível e, a cada dia que passa, fico mais angustiada”, declarou Teresinha Ferreira Rodrigues, avô de Ícaro.
Mudança
O sequestro de Ícaro Ferreira Rodrigues mudou completamente a vida de Itanilce Ferreira e de Teresinha Rodrigues, respectivamente mãe e avô da criança.
De acordo com informações da prima de Itanilce, Nilcilene Silva, dona-de-casa, de 29 anos, a mãe de Ícaro sofre diariamente por causa do sequestro do filho. Depois que o bebê desapareceu, Itanilce passou a ter febres diárias, a sentir dores e não ter mais disposição para exercer qualquer tipo de atividade. “Ela somente foi ajudar nas buscas hoje (ontem) porque ainda tem esperança de encontrar o filho”, afirmou Nilcilene.
No caso de Teresinha Rodrigues, a mudança de comportamento foi ainda mais drástica. Ela contou ontem que, após o rapto do neto, não dorme mais, pensando apenas na volta dele. “Fico no sofá e a toda hora olho na porta para ver se, ao menos, entregam o meu neto. É uma dor muito grande. Tudo que eu mais queria hoje é ter meu neto de volta”, emocionou-se Teresinha.
Ícaro desapareceu por volta das 9h de quinta-feira quando estava dormindo em um carrinho de bebê no terraço da casa da família. Itanilce Ferreira estava ao lado do filho, mas teve que deixá-lo sozinho para atender ao chamado do outro filho, Ítalo Rodrigues, de 2 anos, que estava no banheiro.
Minutos depois, a mãe de Itanilce Ferreira, Teresinha de Jesus Ferreira, entrou em casa e perguntou pelo bebê, sendo informada que a criança estava dormindo no carrinho, no terraço. A avó disse que não o tinha visto. As duas correram para o local e constataram que Ícaro Ferreira havia desaparecido. Qualquer informação que possa levar à localização da criança pode ser fornecida ao Disque-Denúncia: 3223-5800. O informante não será identificado.
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