SÃO PAULO - Pediatras norte-americanos estão recomendando um exame mais amplo do nível de colesterol em crianças e o uso de remédios para reduzi-lo já a partir dos 8 anos, esperando assim, prevenir problemas cardíacos quando chegarem à meia-idade.
A Academia Americana de Pediatras estima que, com base nas atuais diretrizes para esse tipo de exame, entre 30% e 60% das crianças com colesterol alto são deixadas de lado. E, em alguns casos, remédios para baixar o colesterol, as chamadas estatinas, podem ser a esperança de reduzir o risco de enfarte prematuro. "Estamos em uma epidemia", diz Jatinder Bhatia, membro do comitê de nutrição da academia, que fez a recomendação.
As novas diretrizes incluem também recomendação para se dar leite magro para crianças a partir de 1 ano. A insistência dos médicos para monitorar com exames e medicamentos o colesterol alto em crianças deve provocar controvérsias em meio ao debate quanto ao uso de drogas prescritas e o melhor método para evitar doenças cardíacas em adultos.
Embora as estatinas diminuam os riscos de enfarte e morte em homens na meia-idade, são poucas as evidências de que elas prolonguem a vida de pessoas saudáveis. Ainda também não há evidências de que o seu uso por uma criança diminui os riscos de ela vir a ter um enfarte.
As informações são da ANDI
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