MACEIÓ´- A Defensoria Pública de Alagoas pediu ao Tribunal de Justiça ordem para soltar 52 presos da Casa de Custódia do Estado, chamado de Cadeião. A ação da defensoria acontece dez dias depois que o local registrou sua maior rebelião, que deixou seis presos mortos - um deles queimado vivo - e outros 70 feridos. O presídio, com capacidade para 240 presos, tem 40 a mais que a lotação.
"Isso não de deixa de ser uma tentativa de dar mais espaço para desafogar o sistema", admitiu Márcio Alberto, do Núcleo de Atendimento ao Preso da Defensoria Pública. De acordo com ele, os presos a serem soltos são acusados de roubar queijo, bicicletas, ferramentas de supermercados e outros crimes, considerados banais. Segundo o defensor, as prisões são ilegais. "Alguns estão presos há dois anos esperando julgamento", afirmou.
A determinação para a soltura dos presos não é imediata. Ela deverá ser julgada pelo Tribunal de Justiça, que ainda não divulgou a data para o julgamento das ações de liberdade. "Eles saem do presídio, mas não deixam de responder a processo", avisou Alberto.
O preso queimado vivo durante a rebelião, por exemplo, havia furtado uma caixa de ferramentas e tinha denunciado que era obrigado a fazer sexo com outros presos, infectados pelo vírus HIV.
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