Avaliação

Deputado Max Barros faz relato dos problemas de São Luís

Max afirmou que os rios Anil, Bacanga e das Bicas estão completamente poluídos.

Agência Assembléia

Atualizada em 27/03/2022 às 13h57

SÃO LUÍS - O deputado Max Barros (DEM) utilizou o grande expediente da sessão desta quinta-feira (23) para fazer um alerta sobre os principais problemas “que São Luís precisa enfrentar” às vésperas do aniversário de fundação da cidade, em 8 de setembro.

O parlamentar apontou áreas que considera como fundamentais para que nelas sejam executadas obras e ações, como a questão fundiária, o saneamento básico, a macrodrenagem, o meio ambiente, a questão viária e o patrimônio histórico.

De acordo com Max Barros, os investimentos precisam ser feitos nessas áreas “para melhorar a qualidade de vida da população”. Em relação ao primeiro tema que abordou, a questão fundiária, Barros disse que é “fundamental qualquer cidadão ter a propriedade do terreno em que mora” e relembrou a luta que ele vem travando, desde o mandato anterior, com ajuda da Assembléia, para impedir que a União continue a cobrar foro dos terrenos de São Luís.

O parlamentar contou que entrou com ações judiciais e ao mesmo tempo vem atuando na área administrativa, a exemplo do encontro que teve, ao lado da senadora Roseana Sarney (PMDB), com o ministro da Advocacia Geral da União (AGU), José Antônio Dias Toffoli, quando solicitou que o governo federal cumpra integralmente a Emenda Constitucional nº. 046, que isentou as ilhas costeiras e oceânicas do pagamento de foro e de outros tributos e taxas federais.

Lembrou também que conseguiu aprovar a criação de uma comissão especial, formada por deputados, para acompanhar a aplicação da emenda federal e que o advogado geral ficou de analisar a questão.

A respeito do saneamento básico, Max Barros afirmou que devem ser prioritários os investimentos na área porque água e esgotos tratados são a garantia de saúde pública.

Barros lembrou que no governo Roseana Sarney (1995-2002) também foi feito o esgoto da Litorânea, mas falta ser ligado à estação de tratamento e que o governo José Reinaldo não fez as duas outras estações previstas no projeto.

Outro tema abordado foi o meio ambiente. Barros afirmou que os rios Anil, Bacanga e das Bicas estão completamente poluídos porque recebem os esgotos in-natura e que as praias também estão prejudicadas até para o turismo.

Em relação à macrodrenagem, Max Barros garantiu que investimentos nessa área seriam para permitir o escoamento das águas pluviais, e citou como exemplo a drenagem da Rua Raimundo Corres, retirando do lameiro vários bairros, executada quando ele foi gerente metropolitano no governo Roseana. Os bairros que mais precisam de macrodrenagem são Cohatrac, João Paulo e Divinéia, segundo o deputado.

A questão viária também foi tratada e o parlamentar disse que São Luís precisa de transporte de massa, que é mais barato, e que cidades como Teresina (PI), Fortaleza (CE) e Salvador (BA) já têm seus metrôs.

O último tema abordado pelo deputado foi o patrimônio histórico, ao dizer que nos governos Cafeteira e Roseana foi restaurado o centro histórico, quando a cidade virou Patrimônio da Humanidade. Disse que o Prodetur II também previa novas ações na área, e também na Rua Grande, mas que nada foi feito no governo seguinte.

Barros contou que é autor de uma emenda que cria um fundo de preservação do patrimônio histórico. “A minha contribuição estou dando”, afirmou.

Apartes

Diversos deputados fizeram apartes ao discurso proferido por Max Barros, todos destacando a importância dos temas. A primeira foi a deputada Eliziana Gama (PPS), que sugeriu também a inclusão na lista apresentada pelo colega de plenário a questão da defesa civil. Ricardo Murad (PMDB) sugeriu que os contribuintes deixem de pagar aforamento. José Lima (PSB) afirmou que até os bairros que não foram beneficiados pela emenda federal não podem conseguir financiamento imobiliário na Caixa Econômica Federal, e Helena Heluy (PT) considerou que o discurso “é muito oportuno”.

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