SÃO PAULO - O escândalo estourou alguns meses após a entrada da Romênia na União Européia (em janeiro de 2007), que estabelece condições mínimas de conforto para os animais. Grupos de defesa dos animais aproveitaram que a atenção da mídia estava voltada para o país e decidiram investigar a situação dos 29 zoológicos romenos. As descobertas, publicadas no site do "Sunday Telegraph", foram chocantes.
Em Timisoara, no oeste da Romênia, o zoológico local decidiu sacrificar três leões porque o prazo para encontrar um novo local para eles estava se esgotando.
A diretora do zôo, Mihaita Afrenie, se defendeu: "Essa parece ser a única opção porque, pelas novas regras da União Européia, a jaula deles não é grande o suficiente".
Outro caso que causou espanto foi o do elefante que ficou largado no chão até morrer.
Um zoológico de Bucareste, a capital da Romênia, informou que a elefanta Gaya havia morrido de velhice, aos 48 anos. Mas a investigação conduzida pela administração da cidade descobriu uma história diferente.
Os tratadores tinham chamado a polícia local para, com seus cachorros, forçarem o bichão a sair de seu cercado e entrar no abrigo de inverno. Gaya levou várias mordidas, entrou em pânico, caiu e quebrou uma pata.
Testemunhas contaram que a elefanta, que pesava 4 toneladas, era muito pesada para ser levantada. E ficou largada no chão por dois dias pelos funcionários do zoológico, que não sabiam o que fazer. O animal chorou até sua morte, provavelmente de estresse e problemas respiratórios.
Para piorar, ficou-se sabendo também que, em outros zoológicos espalhados pelo país, os animais menos valiosos eram mortos para servir de comida aos mais caros.
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