Ponte José Sarney é vistoriada por engenheiros do Crea-MA

O Estado do Maranhão

Atualizada em 27/03/2022 às 14h02

SÃO LUÍS - Construída em 1970, a ponte José Sarney, no São Francisco, foi alvo ontem pela manhã de uma inspeção realizada pelo Conselho Regional de Administração e Engenharia (Crea-MA). Mesmo não oferecendo risco iminente de comprometimento da estrutura, os engenheiros contratados pelo Crea para a vistoria alegam que a ponte precisa de uma manutenção adequada o mais breve possível.

A inspeção atendeu a uma solicitação da Secretaria de Estado da Infra-Estrutura (Sinfra) e integrou o programa de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Conselho. Quatro engenheiros civis, especializados em estrutura, registraram, por meio de fotos, as condições da laje (tabuleiro), vigas (longarinas e transversinas), pilares e blocos de concreto da ponte, que tem 820 metros de extensão.

Com o apoio dos botes da Capitania, foi possível chegar bem próximo à parte de baixo da ponte José Sarney. Aparentemente, a estrutura não apresenta grandes problemas. Mas é possível, no entanto, observar algumas rachaduras nos pilares, corrosão no concreto, além de cabos de energia elétrica soltos e muita vegetação, denunciando o estado de abandono da estrutura. De uso proibido no local, redes de pesca, colocadas entre os pilares, quase atrapalham a operação.

"Qualquer estrutura, sobretudo as marinhas, devem sofrer inspeções periódicas. A medida é preventiva", explicou o engenheiro Nicanor Azevedo Filho.

Situada sobre o rio Anil, a ponte José Sarney é um dos símbolos do crescimento da cidade. Nos últimos anos, o fluxo de veículos na estrutura triplicou. Com exceção da obra realizada pelo governo Roseana Sarney, todas as outras intervenções, ocorridas na última década, se ocuparam somente com a recuperação da pavimentação asfáltica e da passarela para pedestres da parte de cima da ponte.

"Não encontramos nenhuma patologia que justificasse uma interdição. Mas podemos adiantar que a estrutura necessita de reparos, que deveriam acontecer ainda este ano. Quanto mais tempo levar para a realização do trabalho, maior será o custo", esclareceu Adelino Valente.

Participaram também do trabalho de inspeção os engenheiros Francisco de Assis Gonçalves e Antônio Fernandes Palmeira. A equipe espera, num prazo máximo de dois meses, entregar um laudo técnico sobre as condições da ponte José Sarney.

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