BRASÍLIA - Com chapéu de couro na cabeça, o deputado e cantor de forró Edigar Mão Branca (PV-BA) subiu nesta quarta (18) à tribuna da Câmara para protestar contra o ato da Mesa Diretora que quer normatizar a vestimenta dos deputados, proibindo o uso de chapéus e outros acessórios.
"Por que esse chapéu incomoda tanto? Se para muitos é ridículo o meu chapéu, para tantos também é a peruca, o brinco, o piercing, a tatuagem, o cabelo comprido. E nem por isso há perseguição aos que usam isso. E nem deveria", criticou.
O deputado citou o exemplo de países como a China, onde parlamentares podem usar trajes típicos no parlamento e disse que, com o seu chapéu, queria representar o nordestino, o vaqueiro e o trabalhador rural.
Ao final do discurso, Mão Branca, que já ingressou no STF contra o ato da Câmara para proibir o uso do chapéu, leu a sugestão de um eleitor, segundo ele enviada por e-mail, de que a Câmara inicie cada sessão ao som de músicas regionais brasileiras.
"Ao invés de baixo astral, depressão, imagem na lama, a Câmara deveria começar as suas sessões com um som regional. Todo mês um Estado da federação deveria ser mostrado e celebrado", disse.
O primeiro vice-presidente da Câmara, Nárcio Rodrigues (PSDB -MG), disse a Mão Branca que o ato da Mesa Diretora não está sendo elaborado apenas por causa do seu chapéu.
"Outros deputados procuraram a Mesa perguntando se também poderiam usar chapéus ou bonés no plenário", justificou o deputado.
Informações do G1
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