SÃO LUÍS - O assassinato do cantor e compositor Jeremias Pereira da Silva, o Gerô, por policiais militares, na última quinta-feira, 22, foi lembrado na sessão de hoje (segunda-feira, 26), pelo deputado Ricardo Murad (PMDB). Segundo ele, a bancada de oposição na Assembléia tem acompanhado este e outros casos de violência praticados por policiais com muita preocupação e não aceitará a impunidade.
Na avaliação do líder oposicionista, a condução do inquérito da morte de Gerô, assim como a do prefeito de Presidente Vargas, Raimundo Bartolomeu, possui as mesmas características, ou seja, “a ausência de esclarecimentos à sociedade daquilo que a polícia já sabe”.
De acordo com Ricardo, no caso Gerô “foi armado um circo, com a presença de toda a cúpula da Secretaria de Segurança e da Polícia Militar, mas a sociedade se ressente de informações sobre como e por que toda esta violência aconteceu”.
Ele lamentou o fato do governo só ter dado a devida atenção ao compositor após a sua morte, lembrando que “há muito tempo Gerô já vinha morrendo de fome, de abandono e de flagelo”.
Ricardo Murad lamentou, ainda, o fato do atual governo não ter dado um emprego a Gerô, embora ele tenha sido o autor de várias músicas nas candidaturas de Jackson Lago (PDT), mas tenha gasto milhões com o Carnaval. “Este poeta popular foi morto pela própria polícia do governador Jackson Lago”. Disse, também, que só agora o governo vem render homenagem a Gerô, cobrindo o seu caixão com a bandeira do PDT.
Ao rebater as declarações de Ricardo Murad, o líder do governo, deputado Edivaldo Holanda (PTC), disse que se surpreende com a reação do oposicionista, acreditando que a sua verdadeira intenção é que o governo não apurasse nada para que ele pudesse ter o que denunciar.
Edivaldo Holanda garantiu que todos os crimes recentes, que envolveram a participação de policiais, estão sendo apurados, por determinação do governador Jackson Lago. “Os crimes serão apurados e os assassinos serão punidos, doa a quem doer”.
Sobre o assassinato de Gerô, ele informou que ontem à tarde foram ouvidos mais três policiais militares envolvidos no caso e o que for possível de ser levado ao conhecimento da sociedade será divulgado no seu devido tempo.
Da Assessoria de Comunicação da Assembléia Legislativa.
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