SÃO LUÍS - Foi internado às pressas nas primeiras horas da manhã de ontem, na UTI do hospital UDI, o ex-deputado estadual José Gerardo de Abreu, preso desde 1999, acusado de ser mandante de vários crimes de encomenda, inclusive pela morte do delegado Stênio Mendonça. Ele estaria sofrendo de problemas neurológicos.
Em setembro deste ano, Gerardo já havia sido internado no mesmo hospital para ser submetido à retirada de nódulos da cabeça. Na ocasião, não foi divulgado se os nódulos eram benignos ou malignos, nem a gravidade do problema.
Ele teria sido submetido a intervenção cirúrgica, mas, por solicitação da família, as informações detalhadas de seu quadro clínico não foram divulgadas. Sob escolta de agentes penitenciários, o ex-deputado permaneceu vários dias internado. Ontem, depois de uma crise, José Gerardo voltou para o hospital.
José Gerardo de Abreu está preso desde novembro 1999, quando se entregou à polícia em Brasília – após simular uma tentativa de suicídio. Ele estava foragido da Justiça por quase um mês. Pela acusação de ser um dos mandantes da execução do delegado Stênio Mendonça, o ex-deputado foi julgado em 2002 e condenado a 19 anos de reclusão.
Gerardo responde, ainda, a outros processos, a maioria como mandante de execuções. Este ano, ele foi pronunciado a júri popular, assim como o médico legista Badan Palhares, pelo assassinato do adolescente José Antônio Brito Júnior, que foi morto em junho de 1988. Gerardo também foi acusado de ser o chefe do crime organizado do Maranhão e indiciado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico que esteve em São Luís, realizando várias audiências.
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