BRASÍLIA - O presidente eleito do Equador, Rafael Correa, disse nesta sexta-feira durante uma vista a Brasília que quer a ajuda do governo brasileiro para realizar um projeto que vai interligar os oceanos Atlântico e Pacífico.
Trata-se de um terminal de transportes intermodal, que vai interligar o porto de Manta, no litoral equatoriano, à base área americana que fica ao lado do porto.
Correa disse durante a campanha eleitoral e confirmou depois de eleito que não vai renovar o contrato de uso da base pelos Estados Unidos. O contrato vence em 2009, e a idéia é transformar a base em um aeroporto civil.
“Trata-se de uma das melhores pistas da América do Sul”, afirmou Correa em entrevista depois do encontro com Lula.
O investimento total é de US$ 2 bilhões, dos quais US$ 500 milhões já estão garantidos por uma empresa americana, que vai modernizar o porto.
Falta o restante, que seria utilizado principalmente na melhoria de rodovia ligando Manta à cidade de Francisco de Orellana, onde haveria um terminal fluvial para seguir viagem pelo Rio Napo, que corre para o Peru e depois a Amazônia brasileira.
“Só falta um pequeno trecho. Aí não precisaremos mais passar pelo Canal do Panamá, economizando muito dinheiro e tempo. Interessa ao Equador e ao Brasil”, afirmou o presidente eleito, que toma posse em 15 de janeiro.
Refinaria
Correa também disse que a Petrobras está interessada na exploração de um campo de petróleo pesado na região de Caramillo. Mas ele gostaria que a empresa brasileira investisse na instalação de uma refinaria na região, com o custo estimado em US$ 3 bilhões.
“Temos que mudar a situação atual, onde exportamos petróleo bruto e importamos produtos refinados. Por isso precisamos construir esta refinaria para processar o petróleo”, afirmou.
A Petrobras já está investimento US$ 2,8 bilhões, em conjunto com a venezuelana PDVSA, para o refino de petróleo pesado dos campos da faixa do Orinoco, na Venezuela.
O Brasil já tem, também com o Peru, projetos de integração atravessando o continente sul-americano até o Pacífico.
“O Brasil tem capacidade de financiamento”, afirmou Correa.
O equatoriano fez ao Brasil sua primeira viagem ao exterior depois de eleito, há duas semanas, em segundo turno.
De Brasília, ele seguiu de carona com o presidente Lula para Cochabamba, na Bolívia, onde participa da reunião de cúpula da Comunidade Sul-Americana de Nações (Casa).
De lá, segue com o presidente Alan Garcia para uma visita ao Peru. No fim de semana seguinte, deve ir a Bogotá.
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