São Luís - Dados tabulados pelo professor Antônio Rafael da Silva, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), indicam que este ano foram registrados 76 casos de calazar na Ilha de São Luís – uma média de 7,6 casos por mês nos quatro municípios da ilha: São Luís, Raposa, Ribamar e Paço do Lumiar. Em relação à média mensal de casos registrados no ano, houve redução de 16,48%.
De acordo com o professor Antônio Rafael Silva, médico infectologista, os números, apesar de pouco expressivos, ainda preocupam, principalmente pelo fato de que o Maranhão é um dos quatro estados do Nordeste que ainda não conseguiram erradicar a doença.
“Não dá para a gente escandalizar estes números. Os casos de leishmaniose visceral (calazar) ainda são altos na Ilha, mas podemos dizer que, aos poucos, estamos controlando esta doença até por conta da diminuição de ocorrências”, ressaltou ele, informando ainda que ano passado aconteceram três mortes por calazar na Ilha. Em 2002, foram aproximadamente 10 mortes.
Incidências
Em 2005, foram registrados 110 casos de calazar na Ilha de São Luís. Destes casos, 60 foram na capital, 18 em Paço do Lumiar, sete em Raposa e 25 em São José de Ribamar. Isto significa uma incidência de 115,5 casos para cada 100 mil habitantes na Raposa, 56,9 casos para cada 100 mil habitantes em São Luís, 34,8 em Ribamar e 28,4 para cada 100 mil em Paço do Lumiar.
Dos 60 casos ocorridos na capital, a maioria foi registrada nos bairros Quebra Pote, com 10 ocorrências, Vila Olímpica, com cinco, e Vila Samara com quatro incidentes. “Tradicionalmente, esta doença é típica das áreas de invasão ou de locais em processo de habitação. Além disto, ela é típica das populações mais periféricas, que não têm muito acesso à educação e saneamento básico”, explicou o professor. Ao todo, três pessoas morreram vítimas da doença. Uma criança de 1 ano e 4 meses, outra de 1 ano e mais uma de apenas 10 meses.
De acordo com estudos do professor, aproximadamente 80% dos casos de calazar são registrados em crianças de zero a 8 anos de idade. Ano passado, por exemplo, na Ilha, foi confirmado, inclusive, um caso de leishmaniose visceral detectada em uma criança de pouco mais de 8 meses de idade. Em todo o Maranhão, foram registrados 665 ocorrências. Os municípios com maior incidência da doença, ano passado, foram Caxias, João Lisboa, Imperatriz e Açailândia.
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