Praça Dedoro está em completo estado de abandono

Piso e bancos quebrados, canteiros deteriorados, pichações e invasão de camelôs são alguns dos problemas.

Jornal O Estado do Maranhão

Atualizada em 27/03/2022 às 14h21

SÃO LUÍS - Bancos de madeira sem encosto, calçamento quebrado, canteiros deteriorados, pichações e invasão de vendedores ambulantes. É esse o cenário da praça Deodoro, uma das principais de São Luís, que está abandonada.

As reclamações do descaso são constantes. “Aqui é o coração de São Luís, por isso deveria ser melhor cuidada. O pessoal que vem de fora fica decepcionado com esse descaso”, disse Raimundo Nonato, que trabalha em uma das barracas de lanches instaladas ao longo da praça. Ele afirmou ainda que é necessário ter uma padronização ou uma organização para os camelôs e hippies. “A gente trabalha aqui nessas condições, mas acredita que se tiver uma estrutura mais organizada e bonita o negócio pode melhorar”, completou Raimundo Nonato, afirmando que muitas pessoas evitam comer em sua barraca por conta da falta de estrutura e de cuidado com o local.

Além dos problemas de infra-estrutura, a praça serve de abrigo para barracas e hippies. “Eles estão trabalhando como a gente, mas é certo que eles empobrecem o lugar. Deveria ter uma padronização ou um lugar específico para eles”, afirmou Patrick da Silva Barros, funcionário de uma grande empresa que instalou um stand no meio da praça, também alvo de reclamações pelos que querem a praça Deodoro mais arrumada.

- A primeira coisa que eu faria era retirar e proibir a colocação desses stands de lojas. É só mais uma contribuição para a poluição visual”, disse a estudante Caroline Abreu.

Camelôs

Os camelôs também se instalam ao redor da praça, tirando o espaço que seria utilizado para bancos e lazer da população.

Um problema que prejudica principalmente as mulheres é o calçamento. Em toda a praça Deodoro o piso está desnivelado e com pequenos buracos, o que normalmente causa quedas e torções em quem usa sapatos de salto alto. “Sempre vemos as mulheres passando aqui e reclamando. Algumas vezes, até a sandália arrebenta”, comentou Raimundo Nonato.

“Ando com o maior cuidado para não levar uma queda”, disse a estudante Caroline Ribeiro.

Aproximadamente 2 metros da calçada da praça, no trecho onde passa a rua Gomes de Castro, está deteriorada, o que dificulta o tráfego de pedestres que é intenso por conta da parada de ônibus existente no local.

Completando o quadro, os bancos de madeira espalhados na parte interior da praça estão quebrados e sem encosto, o que é um risco para a população porque as pontas de ferro e parafusos, que prendiam os encostos, estão totalmente expostos. Alguns assentos servem até de expositor de produtos para vendedores ambulantes.

De acordo com a Assessoria de Comunicação do Instituto Municipal de Paisagem Urbana (Impur), existe um projeto pronto que nunca foi colocado em prática por falta de verba e parceiros.

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